21/10/19
 
 
João Gomes Almeida 27/09/2019
João Gomes Almeida

opiniao@newsplex.pt

Azeredo Lopes e Tiago Barbosa Ribeiro

 É verdade que Azeredo Lopes não consta na lista de deputados socialistas, no entanto, é igualmente verdade que Tiago Barbosa Ribeiro – que se calou perante toda esta tramóia – é o número 8 da lista do PS pelo Porto, o que fará com que seja eleito novamente deputado. Poderá um deputado ter este tipo de atitudes e exercer o seu mandato?

Que Azeredo Lopes era uma nulidade política já todos sabíamos de antemão. Que não era flor que se cheire já também todos desconfiávamos. Mas que era (alegadamente) um criminoso, até a mim me custa a acreditar. Com que então o arauto moral do socialismo democrático não só ajudou a arquitectar o misterioso reaparecimento das armas de Tancos, como ainda teve a distinta lata de mentir na Assembleia da República? Ainda por cima cometeu a burrice de confessar  tudo através de um SMS para o deputado Tiago Barbosa Ribeiro? É óptimo quando a realidade supera até a melhor das ficções.

Não sei se tudo isto é verdade e cabe aos órgãos judiciais investigarem e aos tribunais julgarem em conformidade com as provas. No entanto, a ser verdade, as consequências para os visados não devem e não podem ser apenas penais. Neste caso é preciso ir mais longe e exigir ao Partido Socialista que retire consequências políticas de toda esta história. É verdade que Azeredo Lopes não consta na lista de deputados socialistas, no entanto, é igualmente verdade que Tiago Barbosa Ribeiro – que se calou perante toda esta tramóia – é o número 8 da lista do PS pelo Porto, o que fará com que seja eleito novamente deputado. Poderá um deputado ter este tipo de atitudes e exercer o seu mandato? É óbvio que não.

Mas este episódio deve fazer-nos pensar também sobre o estado da nossa governação, a qualidade da nossa classe política e obviamente também sobre o aparente e surpreendente sentimento de impunidade dos governantes socialistas. Tiago Barbosa Ribeiro tem 36 anos e uma carreira partidária invejável, onde constam vários cargos partidários e autárquicos de relevo, entre eles até a presidência da concelhia do Porto do PS. A alguém tão jovem e com um percurso político tão rico seria obviamente exigível uma outra postura perante um caso com esta gravidade. Não é que tenha cometido algum crime - segundo os jornais aparece no processo enquanto testemunha - mas parece-me óbvio que a ser verdade esta omissão, este pode ser o fim de uma carreira política que aparentemente seria promissora. É pena.

 

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