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Iminente. Quatro dias de arte até perder de vista

Iminente. Quatro dias de arte até perder de vista

jornal i 19/09/2019 15:29

E a vista, essa é de cortar a respiração, saberá quem conhecer o Panorâmico de Monsanto. Construído como restaurante, é hoje, como o tempo do Estado Novo que inaugurou, ruína. Mas em pé o suficiente para que volte a ser tomado pelo Iminente – Festival Urbano de Arte e Música, que, à sua quarta edição, que começa hoje, passa a prolongar-se por quatro dias.

Música


Papillon

Foi durante muitos anos conhecido como membro da banda GROGnation, formada com os seus amigos da escola, mas em 2018 decidiu mudar o rumo da sua carreira e lançar-se a solo. O álbum de estreia Deepak Looper, produzido por Slow J, foi considerado dos melhores álbuns portugueses do ano e foi onde surgiram temas com Impec e Impasse. O músico de Mem Martins atua no dia 21.

Dealema 

O grupo de hip-hop português criado no Norte, é um dos mais antigos e respeitados grupos da música portuguesa. O primeiro projeto surgiu em 1996 e desde então as suas músicas influenciaram gerações e gerações. Pela primeira vez em mais de 20 anos de história, os Dealema vão-se apresentar em palco com uma banda que promete recriar da melhor maneira possível os clássicos conhecidos do público. A banda atua na sexta-feira.


Mayra Andrade 

É dos nomes mais sonantes do cartaz e promete dar um concerto inesquecível. A cabo-verdiana, que se mudou recentemente da cidade de Paris para Lisboa, parece ter encontrado em Portugal a sua nova casa e isso é reflexo no seu novo álbum Manga. A mistura de ritmos tradicionais cabo-verdianos com a música afrobeat com as letras em crioulo de Cabo Verde e português trouxeram nova magia e força aos seus concertos. A cantora atua no sábado, tal como Mike11.


Mike11 


Começou a tocar guitarra portuguesa muito cedo e aos 14 anos já tocava com a fadista Mariza. Foi em 2017 que decidiu mudar-se para os EUA onde alterou por completo a sonoridade da música que estava habituado a tocar. Apaixonado por Rap, R&B e a guitarra portuguesa, o músico criou um estilo nunca ouvido onde a guitarra portuguesa é a estrela principal. O seu primeiro single My Tata foi revolucionário e muito bem recebido pela crítica. 

Artes

 

O Vortex de Maria Imaginário 

Mas um vortex bem real, em insuflável suspenso e a dar para um espelho que, ao fundo, o prolongará até que a ilusão permita. A artista que há vários anos trabalha de forma continuada com a Underdogs, a plataforma que leva a arte pública para o espaço de uma galeria que está associada ao IMINENTE, Maria mantém o seu imaginário, mas cada vez mais na forma de instalações tridimensionais.

Vhils 

De Alexandre Farto, um dos nomes por detrás do festival que, em quatro anos, se expandiu entretanto a Londres, Xangai e Rio de Janeiro, não seria de esperar outra coisa que não uma nova obra a ocupar um espaço de destaque no piso mais elevado do Panorâmico de Monsanto em que passou a instalar-se o IMINENTE. Mais um rosto que se soma ao que deixou nas paredes do edifício na edição passada – desta vez em neons suspensos.

Uma lata de Nada, oferta de ±

 

Porque também de brindes se fazem os festivais. No jogo a que já mais do que nos habituou o artista Miguel Januário com o projeto que lançou no já longínquo ano de 2005, um regresso a Nothing. Essa lata de “nada” que data já de 2013 e que, na loja online da Underdogs, a galeria que o representa, aparece como “esgotada”. Afinal há umas quantas em stock ainda, que o artista dispôs no interior do Panorâmico, para quem quiser levar.

Performance

 

Melissa Rodrigues 

“Não posso avançar, não podemos avançar, sem passado. Sem olhar criticamente para a nossa História”. Eis o manifesto com que Melissa Rodrigues, se apresenta na programação deste IMINENTE, em que atua, no Palco Mezzanine, nos dias 19, 20 e 21.  Ela que, além de investigadora nas áreas da Antropologia e da Performance, se define como ativista antirracista e feminista (membro do coletivo feminista interseccional Chá das Pretas e fundadora do Núcleo Anti-Racista do Porto).

Odete 

A artista que tem desenvolvido um conjunto de criações próprias entre Lisboa e o Porto tem-se afirmado como um dos nomes de proa da cena artística queer nacional. Na sua pesquisa, tem-se centrado nas “noções de pertença e despertença, narrativas trans, formas de tornar visível a fragilidade e a falha enquanto potências políticas e a subjetividade enquanto derivação farmacológica”. Atua no Palco Mezzanine às 17h30 de domingo.

Talks

Reparação Histórica: é possível pagar as dívidas do colonialismo?

Com curadoria do projeto Fumaça, uma das quatro conversas programadas para esta quarta edição do IMINENTE mergulha no tema do colonialismo, num debate sobre os caminhos para uma possível reparação histórica. Com Inocência Mata (FLUL), a jornalista e socióloga Luzia Moniz (PADEMA – Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana) e a historiadora Solange Rocha (Universidade Federal da Paraíba).

 

 

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