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Liga dos Campeões. Lá vem o opositor mais temido – e nem Lage escapou à malapata

Liga dos Campeões. Lá vem o opositor mais temido – e nem Lage escapou à malapata

Patrícia de Melo Moreira Bruno Venâncio 17/09/2019 16:08

O Benfica nunca defrontou o RB Leipzig, mas tem um longo (e penoso) historial frente a equipas alemãs. Não se espere esta noite, por isso e pela qualidade do conjunto patrocinado pela Red Bull, um passeio na Luz.

Começa esta noite a caminhada europeia do Benfica em 2019/20, e não se poderá dizer de antemão que as águias terão uma tarefa simples de resolver. O jogo é na Luz, o que garante algum conforto aos encarnados, é verdade, mas... ele acaba aí: de resto, são muitos os indicadores que aconselham à precaução por parte dos comandados de Bruno Lage.

Desde logo, pelo adversário. O RB Leipzig não tem um grande historial (foi fundado apenas em 2009) nem sequer se deparou anteriormente com o Benfica – curiosamente, a sua estreia na Liga dos Campeões, em 2017/18, foi apadrinhada... pelo FC Porto. Falamos, ainda assim, do atual líder da Bundesliga: dez pontos, mais um que o Dortmund, fruto de três vitórias e um empate, concedido no passado sábado na receção ao heptacampeão Bayern de Munique (1-1).

Só o facto de se tratar de uma equipa alemã já chega para assustar sobremaneira os encarnados: é que, historicamente, o Benfica soma bem mais insucessos do que sorrisos frente a formações germânicas. Principalmente na Liga dos Campeões – só nos últimos quatro anos perdeu três vezes com o Bayern, por quem foi afastado nos quartos-de-final em 2015/16, caindo também nos oitavos-de-final no ano seguinte aos pés do Borussia de Dortmund, sempre com Rui Vitória ao comando.

Mas o próprio Bruno Lage também já sofreu com a malapata alemã: depois de vencer por 4-2 na Luz, na primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, o Benfica acabaria por perder por 2-0 em Frankfurt e assim ser eliminado pelo Eintracht. Nesse encontro, Lage foi inclusivamente expulso, o que o impedirá de estar presente no banco na partida desta noite.

Ao todo, em 48 confrontos com equipas alemãs, as águias somam 14 vitórias, igual número de empates e 20 derrotas, tendo ainda um saldo desfavorável de golos: 53 marcados contra 77 sofridos. Um ponto positivo: em casa, os encarnados costumam mandar. Em 24 encontros realizados na Luz, a antiga e a atual, o Benfica conseguiu 13 vitórias, oito empates e apenas três derrotas, com mais do dobro dos golos marcados em relação aos sofridos (35-17). Só Bayern (em 95/96 e no já referido embate da época passada) e Schalke 04 (2010/11) saíram com triunfos do reduto encarnado.

muitos indisponíveis Para amenizar um pouco as dores de cabeça de Lage, Gedson Fernandes voltou ontem aos trabalhos no relvado, três meses depois de fraturar o quinto metatarso. Não estará certamente na convocatória para a partida desta noite, pois ainda treina condicionado e sujeito a vigilância médica, mas sempre é uma notícia positiva para o técnico natural de Setúbal, que não contou com André Almeida, Pizzi e Rafa – o trio ficou pelo ginásio a fazer trabalho de recuperação, mas a sua condição não inspira cuidados. Pelo contrário, Zivkovic, com uma mialgia, juntou-se à lista de indisponíveis, onde se podem encontrar ainda Ebuehi, Conti, Florentino Luís, Gabriel, Chiquinho e Carlos Vinícius, todos baixas confirmadas para esta noite.

O Benfica chega a este encontro com um registo de duas vitórias consecutivas para o campeonato (0-4 em Braga e 2-0 ao Gil Vicente, na Luz), demonstrando que o desaire no clássico frente ao FC Porto já ficou para trás das costas. Um triunfo perante o conjunto orientado por Julian Nagelsmann (que seria o 200º das águias nas competições europeias), porém, afigura-se como essencial para o objetivo de superar a fase de grupos, algo que não conseguiu nas duas últimas edições.

O encontro, apitado pelo grego Tasos Sidiropoulos, de 40 anos, terá início às 20 horas, juntamente com vários outros de enorme mediatismo e dimensão – e já depois de terminado o embate entre as outras duas equipas deste grupo G, o Zenit e o Lyon. O destaque óbvio irá para o Nápoles-Liverpool, do grupo E, numa reedição do duelo da temporada passada, então ganho pelos italianos (1-0); na segunda volta, os reds acabariam por devolver a “amabilidade”, num verdadeiro jogo de vida ou morte no que respeita à continuidade na prova, e encetariam aí uma caminhada que só viria a terminar com a conquista do título europeu.

Mas há mais na ementa do dia: no grupo F, por exemplo, espera-se um escaldante Dormund-Barcelona, com os blaugrana a já poderem contar com Lionel Messi, que ainda não atuou esta temporada. Ou, já no grupo H, a receção do Ajax, grande surpresa da última temporada, ao Lille, a equipa mais portuguesa (além do Benfica, claro) em prova – o diretor-desportivo, Luís Campos, juntou esta época Tiago Djaló e Renato Sanches a José Fonte e Xeka –, mas também o Chelsea-Valência: muita curiosidade para ver a resposta do conjunto che após a polémica saída de Marcelino Toral do comando técnico.

 

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