22/9/19
 
 
Carlos Carreiras 11/09/2019
Carlos Carreiras

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Voto no PSD: o antídoto contra a supermaioria de esquerda

Por muitas que sejam as divergências que tenha com Rui Rio, e serão algumas, será sempre e em todas as circunstâncias melhor escolha para conduzir os destinos do país do que um socialista.

A política não se compadece com estados de espírito ou humores passageiros.

Não apoiei Rui Rio para a lideranca do PSD. 

Não me revejo no seu estilo. 

Não gosto (porque não servem o PSD) de alguns “notáveis” que há muito o acompanham. 

Mas por muitas que sejam as divergências que tenha com Rui Rio, e serão bastantes, será sempre e em todas as circunstâncias melhor escolha para conduzir os destinos do país do que uma supermaioria socialista.

Por isso nunca me hão-de ver a apoiar um candidato socialista. Muito menos a discursar num congresso do PS. E se algum dia disser que vou trabalhar para um mau resultado do PSD, então esse è o dia em que já não sou dono de todas as minhas faculdades políticas e intelectuais.

Rui Rio è o presidente do meu partido, escolhido pela maioria dos meus companheiros. E, como tal, é muito mais importante aquilo que nos une do que aquilo que nos separa.

Como milhares de militantes e apoiantes do PSD, sou mais um que estará ao lado dos candidatos do PSD a lutar contra uma supermaioria socialista, a desmascarar as esquerdas radicais, a bater-se por uma ideia de sociedade justa e decente, por um país que permita a todos os seus cidadãos realizar livremente os seus projetos de felicidade, por um ideario político reformista e personalista.

As lideranças partidárias são passageiras. O interesse do país è permanente. 
As divergências que temos sobre os destinos do PSD são para amanhã. Têm conserto. Tratam-se internamente, a seu tempo, depois das legislativas.
O combate pelo futuro do país é para ontem. Não teremos uma segunda oportunidade para travar a supermaioria constitucioal da esquerda no Parlamento que as sondagens mostram ser possível.

Vamos entender-nos sobre isto: uma esquerda com poderes reforçados, com maioria qualificada para mexer a seu belo prazer na Constituição da República, è a maior ameaça ao equilíbrio democrático na nossa história. Muita opinião pública e publicada è perita a propagandear a suposta superioridade moral da esquerda. Para eles, a esquerda é sempre boa e está sempre certa. Mesmo quando falha colossalmente aos cidadãos. Que ninguém seja ingénuo ao ponto de pensar que tudo ficará na mesma se as esquerdas juntas tiverem mais de 153 deputados. Não vai. Quando as esquerdas têm poder, usam-no. Usam-no de maneira brutal. Para se servir do Estado. Para mudar as regras e moldar a sociedade a sua imagem. Para subjugar o indivíduo ao coletivo.

A emergência de uma super maioria de esquerda hegemónica no Parlamento terá consequências na composição do Tribunal Constitucional, no Conselho Superior da Magistratura, no Conselho Superior do Ministério Público, no Provedor de Justiça, no Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação, na Comissão Nacional de Eleições. Estas e outras instituições centrais na manutenção do equilíbrio democrático e na preservação da liberdade podem ficar à mercê da vontade absoluta e da arbitrariedade da esquerda hegemónica.  

Por muito que alguns se esforcem a tentar esconde-lo na campanha, o que está verdadeiramente em causa nas próximas eleições è a hipótese real de uma maioria reforçada das esquerdas. Uma maioria com poderes constitucionais que mudará a paisagem política, social e económica do país para as próximas décadas.

Simpatias por lideranças políticas de circunstância são questões menores quando comparadas com a seriedade e gravidade que nos está destinada (para as próximas gerações) se a esquerda socialista, marxista e estalinista tiver controlo de 2/3 do Parlamento.

Mais do que uma esquerda hegemónica, as sondagens sugerem que há em Portugal outra maioria silenciosa. Com uma abstenção superior a 50%, acredito que haja muito eleitorado tradicional do centro-direita que está órfão de referências. Apelo a esses portugueses do eleitorado não socialista para que se mobilizem, e votem no PSD. Está nas suas mãos travar esta tragédia política em formação. Coloquem de lado os humores e, com sentido patriótico, votem de forma a impedir o pior de todos os resultados possíveis: a supermaioria de esquerda.

Ate 6 de outubro, Rui Rio tem como missão conquistar este eleitorado indeciso ou abstencionista. O PSD tem de conseguir um resultado acima dos 30% para neutralizar a ameaça da esquerda hegemónica. Pode chegar là? Pode.

Porque tem o melhor programa. Porque tem, em vários círculos, a melhor lista de deputados – e no caso particular do distrito de Lisboa, Cascais nunca esteve tão bem representada, apesar do melhor de todos os nomes ter sido vetado. 
Porque a vitalidade da democracia portuguesa também depende disso. 
Embora as sondagens não o digam, Rui Rio pode ate chegar a vitória nas eleições de outubro. Mas para lá chegar o líder do PSD tem de ser capaz de agregar os seus para depois mobilizar os portugueses. Tem de parar com as inusitadas provocações e as ofensas gratuitas à sua base tradicional de apoio. Manobras como a tentativa de refiliar António Capucho são totalmente desprovidas de sensibilidade. Causam erosão no eleitorado do PSD e descredibilizam a liderança aos olhos dos portugueses. E hoje, como nunca, Portugal precisa que cada um de nós consiga separar o acessório do essencial é de um PSD afastado das tricas e focado no combate às esquerdas e ao governo socialista.

Escreve à quarta-feira

[Versão corrigida]

 

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