22/9/19
 
 
António Luís Marinho 06/09/2019
António Luís Marinho
cronista

opiniao@newsplex.pt

Vamos andar às beatas!

Os passeios das grandes cidades estão cheios de imundícies, como por exemplo lixo do mais variado e dejetos de cães que os respetivos donos insistem em não apanhar.

Desde quarta-feira passada que é proibido deitar beatas para o chão. A multa para os prevaricadores vai de 25 a 250 euros. No caso de empresas, a multa pode atingir os 2500 euros. Acho tudo isto muito bem.

Segundo uma estimativa publicada no i, em cada minuto são atiradas sete mil beatas para o chão.

Quando a lei começar a ser aplicada com rigor, isto é, daqui a um ano, imaginem a receita para os cofres do Estado. Se um dia tem 1440 minutos e os multiplicarmos por 7 mil, isto dá, exatamente, 10 milhões e oitenta mil beatas.

Se continuarmos a seguir esta estatística e acreditarmos que, por exemplo, 10% destas beatas serão alvo de multa, teremos portanto 1 milhão de beatas multadas por dia, o que, pelo valor mais baixo, significa 25 milhões de euros.

Absurdo? Talvez.

Na verdade, os passeios das grandes cidades estão cheios de imundícies, como por exemplo lixo do mais variado e dejetos de cães que os respetivos donos insistem em não apanhar. Nestes últimos casos já existem coimas previstas. No caso dos dejetos caninos, embora dependa de município para município, o valor mais baixo ronda os 50 euros. Só um fiscal da câmara acompanhado por um polícia municipal é que pode multar os donos prevaricadores.

Como se percebe, a eficácia é enorme.

Prevê-se, portanto, para o caso das beatas, dificuldade semelhante. O prevaricador, como é óbvio, terá de ser apanhado em flagrante e embora sejam várias as entidades envolvidas neste processo de fiscalização, vai ser interessante assistir às ações punitivas.

Por tudo isto, sugiro que se crie um incentivo para os cidadãos que se queiram dedicar à apanha de beatas, um cêntimo por cada uma, por exemplo.

Será certamente mais eficaz na limpeza das ruas e criará uma interessante fonte de rendimento extra ou mesmo postos de trabalho.

Será que as autoridades competentes não querem pensar nisto?

Lema da campanha: Vamos andar às beatas!

Jornalista

 

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