15/11/19
 
 
Um fenómeno chamado Billie Eilish

Um fenómeno chamado Billie Eilish

Instagram Cláudia Sobral 03/09/2019 16:47

É já amanhã que Billie Eilish passa por Lisboa, para um concerto para o qual não chegou o Coliseu os Recreios, mas também a Altice Arena foi pouco. Há muito esgotado, será o espetáculo em que apresenta o seu primeiro álbum. Descrita como um “fenómeno acidental”, Eilish é, aos 17 anos, já bem mais do que uma estrela pop. Uma estrela anti-pop, na descrição mais justa já feita sobre ela.

1. Ocean Eyes. Até 2016, Billie Eilish era apenas uma adolescente bailarina e música de Los Angeles. Um dia, a professora de dança pediu-lhe uma canção para coreografar. “Perguntou-me se queria compor uma canção ou pedir ao meu irmão que compusesse”, contou à Teen Vogue. “E eu fiquei ‘sim, parece-me uma coisa engraçada’.” Entretanto, o irmão passou-lhe uma canção que tinha composto para a sua banda, sugerindo-lhe que a cantasse ela: Ocean Eyes, que disponibilizaram no SoundCloud para que a professora pudesse ouvir, sem imaginarem o que viria a seguir: que essa canção seria o primeiro passo para transformar Eilish numa das maiores jovens promessas da pop.

2. Uma Estrela Acidental. Eilish pode até ter crescido numa família ligada à música. Mas de heranças não se fazem estrelas, e menos ainda estrelas acidentais. Foi na manhã seguinte à noite em que fizeram upload de Ocean Eyes que o irmão lhe telefonou, segundo contou à revista australiana Junkee, dizendo: “Olha, já fomos ouvidos por mil pessoas”. À mesma revista, acrescentou: “Isso foi muito importante na altura, mesmo que [esse número] não signifique nada comparado ao resto. Na altura, foi imenso. E depois começou a crescer até se tornar verdadeiramente grande.” Entretanto, só no SoundCloud, Ocean Eyes já foi ouvida 27 milhões de vezes.

3. O primeiro álbum Em março de 2019, Eilish lançou finalmente o seu primeiro disco, When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, gravado entre maio e dezembro do ano passado, que rapidamente se transformou num dos grandes sucessos do ano – não apenas comercialmente, também entre a crítica, que descreveu a sua atuação no Coachella como “triunfante”. E Bad Guy, uma das suas canções, destronou Old Town Road, de Lil Nas X, do primeiro lugar dos Hot 100 da Billboard, que havia ocupado durante 19 semanas seguidas. Mas é a própria a dizer que não quer ser vista como o próximo grande rosto da pop. “Por mais grata que esteja por todo o reconhecimento e amor, honestamente, isso não me interessa.”

4. Mas quem é Billie Eilish? Billie Eilish Pirate Baird O’Connell nasceu a 18 de dezembro de 2001 numa família ligada à música (de ascendência irlandesa e escocesa) e cresceu em Highland Park, em Los Angeles. Durante a infância, fez a sua escolaridade em casa. Aos 8 anos, juntou-se ao Los Angeles Children’s Chorus; aos 11 começou a escrever as próprias canções. Depois de Ocean Eyes, lançou o seu primeiro EP em 2017, Don’t Smile at Me, que chegou aos top 15 dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Austrália. Depois de uma colaboração com Khalid, no single Lovely (2018), que integrou a banda sonora de 13 Reasons Why, When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, o seu primeiro álbum de estúdio, foi “número um” nos EUA, no Canadá e na Austrália.

5. O que canta Billie Eilish? Tudo. “Todos os assuntos valem para Eilish”, escreveu a revista Vox num perfil que lhe dedicou em agosto passado. “O amor e a depressão, a alta costura e a fast fashion, a pop e o hip-hop”, tudo isso misturado tanto na sua música como na sua imagem. O resultado levou já o Los Angeles Times a descrevê-la como “a maior estrela anti-pop”. E talvez seja mesmo esse o epíteto que melhor serve a Billie Eilish.

6. Um ícone pós-moderno E de toda uma geração. Apenas neste século seria possível a ascensão de uma estrela como ela. Porque o poder de Billie Eilish vai muito para lá da música. Está também nas redes sociais,esse palco maior de toda esta sua geração. Se no SoundCloud conta com quase um milhão de seguidores, no Instagram, onde brilha também como ícone de moda, são 36,7 milhões os que a acompanham - a ela que faz questão de seguir, sempre, nem mais nem menos, numa provocação, do que 666 páginas. Numa entrevista à Galore Mag, descreveu a sua filosofia em relação às redes sociais como “faz o que quiseres; não queiras saber, quer dizer, quero um bocadinho, mas não; posta o que quiseres... o mau parece bem; [e] enquanto não estiveres a fazer mal a ninguém, faz o que raio te apetecer.”

7. Do Coliseu dos Recreios para a Altice Arena Como parte da digressão de apresentação de When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, a artista de 17 anos passa já amanhã pela Altice Arena, em Lisboa, com MadeinTYO como convidado especial. Um concerto há muito esgotado, mesmo depois de a sala escolhida inicialmente, o Coliseu dos Recreios, ter sido substituída, dada a procura, pela Altice Arena. 

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×