10/4/20
 
 
Vítor Rainho 30/08/2019
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Porque se diz tão mal do Algarve? Eu gosto

Todos os anos é o mesmo: mais de um milhão de portugueses invade o Algarve em agosto e protesta porque os restaurantes estão cheios e são caros, o tempo já não é o de outros tempos e os estrangeiros são mais bem tratados. Outra das críticas é de que há pouco pessoal a trabalhar nos espaços que são invadidos pelos turistas nacionais ou estrangeiros.

Todos os anos é o mesmo: mais de um milhão de portugueses invade o Algarve em agosto e protesta porque os restaurantes estão cheios e são caros, o tempo já não é o de outros tempos e os estrangeiros são mais bem tratados. Outra das críticas é de que há pouco pessoal a trabalhar nos espaços que são invadidos pelos turistas nacionais ou estrangeiros. Comecemos pelo fim. Encontrar um português que queira trabalhar em agosto no sul do país é uma tarefa mais difícil do que descobrir um voluntário que queira ir para um conflito de guerra. Passe o exagero, é óbvio que falta mão-de-obra no setor do turismo e muitos portugueses preferem estar na praia com pouco dinheiro do que a trabalhar – em alguns casos, a remuneração é baixa, é certo, e falta alojamento. Mas entre estarem no fundo de desemprego e ganharem quase o mesmo a trabalhar, muitos optam pelo fare niente. Já muitos dos estrangeiros que trabalham em restaurantes e hotéis no Algarve dormem em casas sobrelotadas com muito poucas condições. Afinal, as zonas que antes eram dormitórios dos trabalhadores locais agora são alugadas aos turistas. Quanto ao facto de haver grandes esperas nos restaurantes, o que dizer? Se a procura é muita e se os espaços não se multiplicam é natural que existam longas filas de espera. Outro aspeto curioso é que muitos dos clientes que se queixam que tinham mesa marcada para o segundo turno acabam por esperar mais de uma hora pela sua mesa. Mas de quem é a culpa? Dos proprietários desses espaços? Vão obrigar os clientes que estão sentados a levantarem-se? Quantos não prolongam o seu almoço ou jantar muito para além do previsto? É certo que já há restaurantes que determinam o tempo de duração da refeição. Quem vai jantar no turno das 20 horas tem de sair até às 22h30, mas quem segue essa filosofia acaba por ter muitas chatices. Lá fora há alternativas muito mais baratas e com tão boas praias, diz-se. É só uma questão de escolha. Eu, adepto confesso do Algarve, lá estarei uma ou duas semanas em setembro. Sem filas e sem multidões e com água quente, espero! 

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