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Pardal Henriques diz que requisição civil não veio tirar força à greve e que a paralisação pode durar "dez anos se for preciso"

Pardal Henriques diz que requisição civil não veio tirar força à greve e que a paralisação pode durar "dez anos se for preciso"

jornal i 13/08/2019 16:51

Segundo o porta-voz e advogado do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, os motoristas que aderiram à paralisação estão a ser recrutados para trabalhar, logo, continuam a ser remunerados e não têm nada a perder em continuar em greve.

Pedro Pardal Henriques anunciou que a greve dos motoristas de matérias perigosas pode durar "dez anos se for preciso", mesmo com a requisição civil declarada pelo Governo esta segunda-feira.

Segundo o porta-voz e advogado do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, os motoristas que aderiram à paralisação estão a ser recrutados para trabalhar, logo, continuam a ser remunerados e não têm nada a perder em continuar em greve.

"A requisição civil não veio tirar força à greve", garantiu Pardal Henriques. Este acrescenta ainda que mesmo com a requisição civil não existe forma de garantir combustíveis em todos os postos de combustível do país, visto os motoristas estarem apenas a fazer turnos de oito horas e a não realizarem horas extra, o que irá comprometer o abastecimento. 

O advogado do Sindicato acredita que o cenário do segundo dia de greve vai piorar bastante, comparativamente ao primeiro dia. "Bastou um dia de greve para ficarem 600 postos sem abastecimento e para ser a loucura no aeroporto. Hoje vai ser pior, o que estava ontem vai agravar-se e estas pessoas não têm nada a perder", destacou.

Pardal Henriques menciona ainda o dinheiro que está a ser investido na mobilização dos militares e diz que todo o dinheiro que o Governo está a investir na requisição civil seria o suficiente para aumentar a remuneração dos motoristas. Este acusa ainda o Governo de estar a deixar o país numa "desorganização total" por quererem mostrar que o país está a andar, no entanto, "escalam-nos todos para as seis da manhã", logo, ao início da tarde deixam de haver camionistas para trabalhar. 

 

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