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Francisco Miranda Rodrigues. “As pessoas precisam de mais tempo para si, seja qual for o tipo de família que têm”
Bruno Gonçalves

Francisco Miranda Rodrigues. “As pessoas precisam de mais tempo para si, seja qual for o tipo de família que têm”

Bruno Gonçalves Marta F. Reis 08/08/2019 14:50

Bastonário dos Psicólogos lamenta que se olhe para a prevenção dos riscos psicossociais no trabalho como um custo e não como um investimento. E a tendência é para o agravamento. 

A Ordem dos Psicólogos propôs há dois anos que as empresas e organizações passem a ser obrigadas a fazer avaliações e a ter planos de prevenção de riscos psicossociais, que podem prevenir casos de burnout, mas também criam ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos. Com o final da legislatura a aproximar-se, o bastonário Francisco Miranda Rodrigues lamenta que tenham sido dados poucos passos e insiste que os custos já existem para as empresas. Se o reforço de psicólogos no SNS ficou aquém das expetativas, destaca o progresso feito nas escolas, onde o número de psicólogos subiu 30%.

A Organização Mundial da Saúde reconheceu este ano o burnout como uma exaustão ligada ao stresse crónico no trabalho. Sente que os casos estão a aumentar ou as pessoas, por se falar cada vez mais nisso, procuram também mais ajuda?

O que a literatura nos vai dizendo é que cada vez mais a forma como estamos organizados do ponto de vista social - no trabalho, mas não só, na questão da solidão e na forma como vivemos agarrados à tecnologia - cria potencialmente condições para que possamos desenvolver certo tipo de perturbações. Aí podemos falar de burnout, depressão, perturbações de ansiedade. Por outro lado, sim, há mais sensibilização e isso pode significar também maior deteção de perturbações desta natureza.

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