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Após chamada aos serviços mínimos da greve dos motoristas, GNR mostra descontentamento

Após chamada aos serviços mínimos da greve dos motoristas, GNR mostra descontentamento

Jornal i 08/08/2019 11:08

"Utilizam guardas para fazer uma coisa que não devem fazer" afirmou presidente da Associação dos Profissionais da Guarda

O Governo chamou motoristas de pesados da PSP, GNR e militares das Forças Armadas para a realização de uma formação de modo a que estejam aptos a conduzir veículos de matérias perigosas em caso de greve dos motoristas, sendo que esta está prevista para o próximo dia 12 de agosto. No entanto, os operacionais da GNR já manifestaram o seu descontentamento e César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), explicou que enviarão um ofício ao Governo a mostrar a sua posição. "Em primeiro lugar a questão nem está em que eles [guardas] não estejam aptos ou não tenham a formação adequada. Mas utilizam guardas para fazer uma coisa que não devem fazer”, esclareceu Nogueira em entrevista à agência Lusa.

No decorrer da mesma conversa, o dirigente da APG deixou claro que existem "os serviços mínimos e até a requisição civil, que quando se faz é com pessoas que fazem disso um modo de vida. Não se chamam polícias para conduzir camiões, ainda mais com matérias perigosas, isso não aceitamos". Nogueira confessou que a informação veiculada e aquela que recebeu não correspondem: "Vão [os militares] lá adaptar-se ao veículo, ao camião, não vão tirar qualquer tipo de formação" acrescentando que os operacionais "no Alentejo foram lá 20 minutos ouvir um senhor de uma empresa dar uma palestra e foram-se embora".

Recorde-se que o Governo decretou, na quarta-feira, serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve. Serão de 100% para abastecimento destinado à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), portos, aeroportos e aeródromos conectados a serviços prioritários, assim para abastecimento de combustíveis para instalações militares, serviços de proteção civil, bombeiros e forças de segurança. Os 75% destinam-se a transportes públicos e 50% nos postos de abastecimento para clientes finais. 

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