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Hong Kong. Grupo ataca manifestantes e aumenta tensão na cidade

Hong Kong. Grupo ataca manifestantes e aumenta tensão na cidade

AFP Jornal i 22/07/2019 20:42

Ativistas vinham de uma manifestação contra o Governo e estranharam a inação da polícia.

Um grupo de homens atacou manifestantes numa estação de metro em Hong Kong no domingo, depois da marcha contra o Governo local. O ataque deixou 45 pessoas feridas, depois de os protestos terem sido marcados por confrontos entre os manifestantes e a polícia, que disparou gás lacrimogéneo sobre os ativistas. Os ativistas estranham a intervenção tardia das autoridades e suspeita-se da máfia. 

Algumas imagens mostram dezenas de pessoas mascaradas, vestidas de branco, a perseguir e a investir com bastões contra ativistas que se deslocavam na estação. Outros vídeos exibiam pessoas indefesas a serem atacadas indiscriminadamente, dentro das carruagens do metro.

Na manhã de segunda-feira, os ativistas criticaram a ação (ou a falta dela) da polícia. Um deputado de oposição ao Governo, Lam Cheuk-ting, que está entre os feridos, disse que o seu partido estava a investigar o potencial envolvimento do crime organizado no ataque.

Já Carrie Lam, chefe do Governo de Hong Kong, condenou a violência e admitiu o choque com a situação sucedida durante a noite de domingo. Num comunicado, o Governo escreveu: “É absolutamente inaceitável para Hong Kong, como sociedade que segue o primado da lei. O Governo condena veementemente qualquer ato de violência”. E acrescentou que iria tomar medidas para investigar o sucedido. 

Um correspondente da BBC reporta que alguns dos atacantes não estavam preocupados em esconder a sua identidade, tendo mesmo publicado selfies na internet durante e depois do ataque - algo que levanta sérias dúvidas sobre a atuação policial neste caso, como escreveu Ray Chan, ativista contra o Governo: “Hong Kong tem um dos maiores rácios de polícia-população do mundo. Onde estavam?”

Um vídeo que está a ser muito circulado na internet mostra um deputado pró-Pequim, Junius Ho, a apertar a mão a homens vestidos de branco, o que levou pessoas a alegarem que o legislador teria contratado os homens para perseguirem e atacarem os manifestantes. 

Ho negou prontamente as acusações de envolvimento no ataque. Quando questionado pelo facto de não ter chamado a polícia, Ho respondeu: “Pareciam residentes normais, assim como os manifestantes”.

 

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