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Alexandre Fonseca diz que o seu pior defeito é “estar sempre disponível, mesmo para quem já não merece”

Alexandre Fonseca diz que o seu pior defeito é “estar sempre disponível, mesmo para quem já não merece”

Mafalda Gomes Jornal i 19/07/2019 13:03

As memórias que guarda da infância são do tempo em que passava férias na terra dos pais e avós, no interior. O que o chateia mais na praia são pessoas a falar alto e a falta de respeito pelo espaço do outro.

Umas férias inesquecíveis?

Serão sempre as da minha infância.

Fui muito afortunado em ter vivido momentos muito felizes na terra dos meus pais e avós, no interior rural do nosso país. Um cenário muito pitoresco e calmo, cheio de aventuras e amigos de verão, sempre em contacto com a natureza.

Praia ou campo? Portugal ou estrangeiro?

Não quero ser um chato, mas todos. Gosto de ter tempo para mim e para a minha família, é muito importante para o meu equilíbrio. E, de facto, tanto faz onde passo tempo com eles. Porém, o verão é quase sempre dedicado a Portugal, de norte a sul.

Um segredo bem guardado do seu roteiro de férias?

A terra dos meus avós e pais. Mas vai continuar segredo!

Que notícia o fez rir nos últimos tempos?

Tantas. Sobretudo aquelas em que as pessoas não sabem do que estão a falar e, mesmo assim, arriscam expor-se ao ridículo. Não consigo selecionar apenas uma, mas quase todas as que se relacionam com os discursos populistas e demagógicos de algumas ideologias políticas me dão imensa vontade de rir.

Quem gosta de seguir nas redes sociais?

Gosto de seguir CEO’s de outras empresas nacionais e internacionais, gosto de seguir desportistas e, sobretudo, gosto de seguir amigos e familiares mais distantes. Com o passar dos anos, nem sempre conseguimos estar tantas vezes com os nossos amigos como gostaríamos. Assim, as redes sociais são uma forma de nos mantermos sempre em contacto.

Ainda usa palhinhas e cotonetes?

Tenho sempre a preocupação da sustentabilidade em tudo o que faço. Por isso, já evito ao máximo a utilização do plástico, mas nem sempre é fácil. Se olharmos bem, o plástico está em toda a parte.

O que o chateia mais na praia?

As pessoas que falam muito alto ou que põem música para toda a praia ouvir. A falta de respeito pelo espaço do outro é uma coisa que me faz muita confusão. Também me incomoda quando as bolas-de-berlim demoram a chegar na hora do lanche…

Que música associa ao verão?

Beachboys, Fúria do Açúcar, um bom sunset chillout… músicas que disponham bem e que animem. Claro que os festivais de verão, como o MEO SW ou o MEO Marés Vivas, são também excelentes fontes de boa música e animação para todo o verão.

Qual é o seu pior defeito?

Estar sempre disponível, por vezes para quem já não merece.

E virtude?

Viver o presente e projetar o futuro respeitando o legado e nunca esquecendo as experiências do passado… e assim ser feliz!

Uma boa grelhada mista ou salada de canónigos e afins?

Uma boa grelhada mista, sem dúvida.

Tem algum medo?

Do amorfismo social, de se desistir de lutar pelos nossos valores e ideais para vencer.

E guilty pleasure?

Um gin tónico no final de um dia de trabalho, no jardim da minha casa.

Gostaria de ter tido outra profissão? Qual?

Na verdade, já tive outras, mais inusitadas, como professor ou jogador e treinador de andebol. Parece uma frase feita, mas hoje faço exatamente aquilo de que gosto e que ambicionei. Recordo-me de ser estudante e, mais tarde, consultor, passar à frente do edifício de Picoas e achar que poderia acrescentar algo, sentado na cadeira que hoje ocupo.

Quem mandava dar um mergulho para refrescar as ideias?

É uma pergunta muito mordaz… diria que há algumas pessoas que bem precisam de um mergulho para refrescar as ideias, porque as mesmas já estão gastas…!

Uma ideia para Portugal (que desse para aplicar já na rentrée)?

Medidas para um Portugal digital. Espanta-me a falta de medidas de combate à iliteracia digital e de fomento das competências digitais a que assistimos no nosso país. É urgente que não percamos este comboio e que avancemos para um Portugal digital, onde tenham lugar todos os portugueses… e, já agora, que o investimento público cresça para dinamizar a economia de mercado.

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