24/8/19
 
 
António Luís Marinho 19/07/2019
António Luís Marinho
cronista

opiniao@newsplex.pt

Abriu a época dos saldos na política

Começando pelos impostos, tema caro a todos nós – ou não se resuma hoje a política à forma como os governos gerem o nosso dinheiro –, a promessa é, pois claro, baixá-los.

“Promete pouco e cumpre muito”

Demófilo de Constantinopla

 

Sem surpresa, aí estão os partidos a anunciar o que pretendem fazer do país se ganharem as eleições de outubro.

E, muito naturalmente, aí vêm carradas de promessas para convencerem os eleitores da sua maior competência para governar.

Começando pelos impostos, tema caro a todos nós – ou não se resuma hoje a política à forma como os Governos gerem o nosso dinheiro –, a promessa é, pois claro, baixá-los.

O PSD, pela boca de Rui Rio, promete descidas nos escalões intermédios do IRS, descida de 21% para 17% no IRC, em 2021, e ainda do IVA da luz e do gás e do IMI.

António Costa, mais prudente, promete “prosseguir a trajetória de diminuição dos impostos sobre o trabalho”.

O CDS assume mesmo que a sua prioridade número um é a baixa de impostos, enquanto o PCP avança com uma reforma fiscal que vai tirar mais aos “ricos” para dar aos “pobres”.

Tal fartura de promessas já foi apelidada pelo fiscalista João Taborda da Gama de “leilão de baixa de impostos”.

Outro tema que continua a estar na moda é o ambiente, com promessas para todos os gostos.

O PS desvenda mesmo parte do segredo da prometida baixa de impostos: mais carga fiscal sobre a poluição para compensar a baixa de impostos sobre o trabalho.

O BE quer criar um novo ministério, o da Ação Climática, para “coordenar ações na indústria, no território, na habitação e na energia”.

Os transportes públicos não poluentes são também alvo da atenção da maioria dos partidos.

Quanto aos serviços públicos, cuja degradação é evidente, aqui se registam também as promessas de que vai haver mais investimento pela voz de Fernando Medina, que considera mesmo que essa deve ser a prioridade do próximo Governo.

Pois bem. Pela 15.a vez, façamos o possível por acreditar que uma boa parte destas promessas vai ser cumprida.

Que desta vez é que vai ser.

Recordemos uma das frases emblemáticas do Maio de 68, em França: “Sejamos realistas, exijamos o impossível!”

 

Jornalista

 

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