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Europeu de sub-19. O “acordo” ibérico e as meias ali tão perto

Europeu de sub-19. O “acordo” ibérico e as meias ali tão perto

Federação Portuguesa de Futebol Bruno Venâncio 18/07/2019 15:35

Espanha mandou na primeira parte, Portugal assustou mais na segunda e, no fim, a divisão de pontos assentou na perfeição às duas equipas. Agora, não deve ser preciso mais que uma vitória tranquila frente à Arménia para acabar na frente do grupo.

Sangue, suor e lág... bem, nem por isso. Ao contrário do que costuma ser habitual nas prestações das seleções portuguesas, muitas vezes a terminar em glória mas sempre com muito esforço à mistura, desta feita o empate frente a Espanha, na segunda ronda da fase de grupos do Europeu de sub-19 que se vai realizando na Arménia, foi conseguindo com doses certas de astúcia, sangue frio e respeito – pelo adversário e pelo calendário.

A exibição da seleção nacional esteve uns furos abaixo do que se viu no último domingo, no triunfo contundente sobre Itália (3-0). Portugal entrou mais expectante e permitiu aos espanhóis, recordistas de vitórias na categoria (sete), assumir o controlo do jogo e criar as ocasiões de maior perigo.

Abel Ruiz deu o primeiro aviso aos 13 minutos e aos 31, só o braço de Tiago Lopes evitou o que poderia ter sido o golo de Ferrán Torres. O árbitro (contrariamente ao que mandam as novas regras) mandou jogar, para alívio luso... que não iria durar muito mais: a quatro minutos do descanso, o lateral Juan Miranda subiu pelo flanco esquerdo, fletiu para o meio e atirou para a baliza à guarda de Celton Biai. O poste direito impediu os festejos à primeira, mas Miranda teve os reflexos necessários para chegar primeiro à recarga e colocar Espanha na frente.

À espera da anfitriã Pedia-se uma reação bem vincada de Portugal para o segundo tempo: afinal de contas, em jogo estava a liderança do grupo, que pode fazer a diferença no decorrer da prova – já lá vamos. A verdade é que os comandados de Filipe Ramos mostraram-se à altura do desafio: a seleção nacional entrou bem mais determinada para os segundos 45 minutos e conseguiu o empate apenas quatro minutos depois do reatamento, num livre direto irrepreensível de Fábio Vieira.

Com o empate restabelecido, Espanha voltou à carga, mas só numa ou noutra ocasião criou alguns calafrios à defensiva portuguesa, que mal ou bem foi conseguindo anular esses intentos. Do outro lado, a aposta clara de Portugal nas transições rápidas ofensivas ainda foi causando algumas dores de cabeça ao último reduto espanhol, nomeadamente pela ação de Félix Correia, Fábio Vieira e também de Tomás Tavares (excelente exibição do lateral, tanto na direita como na esquerda, para onde passou aos 65’, após a saída de Tiago Lopes).

O resultado, todavia, não mais se viria a alterar, e não se pode dizer que os portugueses tenham ficado aborrecidos com o desfecho. A seleção nacional ocupa neste momento o segundo lugar do grupo 1, com a mesma diferença de golos de Espanha (4-1 contra 5-2 de nuestros hermanos), mas defronta no sábado a anfitriã Arménia, claramente a equipa mais fraca do grupo e já eliminada – depois da derrota inaugural frente a Espanha, por 4-1, ontem perdeu por 4-0 com a Itália.

Os espanhóis, por seu lado, terão um encontro titânico perante os italianos, ainda na luta pela qualificação, o que poderá jogar claramente a favor de Portugal no que respeita à classificação final no grupo. A presença nas meias-finais parece estar assegurada – só mesmo um cataclismo (que é como quem diz, uma derrota frente à Arménia) a poderia impedir –, mas o primeiro lugar no grupo poderá significar também via aberta... para a final.

É que, no grupo 2, tudo indica que será a seleção de França, uma das grandes candidatas ao triunfo final, a terminar no primeiro lugar. Assim sendo, o vencedor do grupo 1 terá como adversário nas meias-finais República da Irlanda, Noruega ou República Checa, todos eles opositores teoricamente mais acessíveis.

sem os principais ases A seleção portuguesa, recorde-se, apresentou-se bastante desfalcada nesta competição. Cinco dos habituais titulares ficaram de fora, devido à participação na pré-temporada dos respetivos clubes (Pedro Álvaro, Tiago Dantas e Nuno Tavares no Benfica, Rafael Camacho no Sporting e Romário Baró no FC Porto).

Campeão em título, depois do troféu (inédito) conquistado no ano passado, na Finlândia, com uma vitória por 4-3 após prolongamento sobre Itália, numa final épica, Portugal chegou assim à Arménia com esperanças, mas num patamar secundário no que respeita ao favoritismo para vencer a competição. Para já, porém, tudo vai correndo de feição aos meninos de Filipe Ramos. Que assim continue.

 

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