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Freitas do Amaral. Memórias do fundador do CDS e algumas revelações

Freitas do Amaral. Memórias do fundador do CDS e algumas revelações

António Pedro Santos Luís Claro e Mafalda Tello Silva 30/06/2019 15:47

O terceiro livro de memórias de Freitas do Amaral começa por explicar o processo que levou à sua candidatura contra Mário Soares, em 1986. O fundador do CDS fala também de como conseguiu pagar as dívidas da campanha sem o apoio do PSD e do CDS e da sua aproximação aos socialistas.

Belém. A candidatura contra Soares em 1986

“Vale a pena recordar que a questão de uma eventual candidatura minha à Presidência da República já se tinha posto anteriormente, e por duas vezes”

“[Proença de Carvalho] disse-me: veja que a sua candidatura tem mais condições que a minha e desde já me ponho à sua disposição (...) Foi uma atitude de que nunca me esqueci”

“[Cavaco Silva] disse-me algo que me deixou completamente surpreendido: ‘Eu entendo que é indispensável haver um candidato que possa defrontar-se com o Dr. Mário Soares e vencê-lo. (...) É o Prof. Freitas do Amaral’”

Campanha. “2 anos de angústia” para pagar uma dívida pesada

“Só aos poucos é que me fui apercebendo que havia muitas dívidas por pagar (...) Apurou-se um montante verdadeiramente aterrador: 460 mil contos (o equivalente, hoje, a 2,3 milhões de euros, sem contar com a inflação”

“Ficou uma lição para todos os candidatos presidenciais: quem é candidato com apoio de um ou mais partidos deve fazer antes um contrato com eles em que se defina se os partidos assumem as dívidas todas ou parte delas”

Regresso à liderança

“Um dos períodos mais penosos”

“Foi um erro ter regressado à presidência do CDS: não ganhei nada com o meu altruísmo. Conheci um dos períodos mais penosos da minha vida”

“Ao fim de dois ou três meses pude verificar que o partido já não era predominantemente centrista, nem sequer do centro-direita. Tinha-se convertido ‘num partido da direita’ e ‘para
a direita’”

Sócrates. A análise do governo socialista

“A segunda fase, que designo por Sócrates II, foi aquela em que, de 2009 a 2011, o mesmo primeiro-ministro desfez muito do que tinha conseguido fazer antes, negou a realidade de uma séria crise económica e financeira portuguesa”

Críticas da direita e  regresso ao governo

“Perdi muitos amigos à direita (até primos meus) e ganhei, além do que se poderia prever, muitos amigos à esquerda. Foi o caso de Francisco Louçã, com quem comecei a conversar de vez em quando”

“Tenho de reconhecer que paguei um preço demasiado alto por ter aceitado ser ministro (independente) de um Governo do PS”

Tragédia de Camarate. o acontecimento “mais triste” da sua vida

“Camarate foi um crime hediondo e premeditado, provocado pelo rebentamento de um engenho explosivo (...) com a intenção de eliminar o ministro da Defesa Nacional”.

“As investigações oficiais levadas a efeito pela PJ e pelo MP foram muito deficientes, incompletas
e sempre indevidamente dominadas pelo medo de que a descoberta de um atentado e dos seus possíveis autores provocasse uma destabilização política grave”.

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