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SVP. Fundo de investimento quer comprar novas dívidas das concessionárias

SVP. Fundo de investimento quer comprar novas dívidas das concessionárias

Dreamstime Sónia Peres Pinto 28/06/2019 10:59

Em cima da mesa estão as concessões da autoestrada Transmontana, Douro Interior, Algarve e Baixo Alentejo.

O fundo de investimento Strategic Value Partners (SVP Global) – que se identifica como especializado em melhorar o desempenho de investimentos em dificuldades – está em negociações para comprar as dívidas de algumas concessionárias. Ao que o i apurou, a ideia é ficar com as concessões das autoestradas Transmontana, Douro Interior, Algarve e Baixo Alentejo. O i sabe que um dos bancos com quem este fundo internacional está em negociações é o BPI.

Este interesse da SVP – classificada por muitos como “fundo abutre” – surge depois de a Infraestruturas de Portugal (IP) ter suspendido os pagamentos a três concessionárias de autoestradas, na sequência de uma decisão negativa do Tribunal de Contas sobre o contrato da Algarve Litoral que abrange a requalificação da Estrada Nacional 125.

A recusa de visto prévio à renegociação da subconcessão do Algarve foi conhecida em junho do ano passado e acabou por se arrastar a três outros contratos que os juízes deixaram passar sem se pronunciarem sobre a sua legalidade: Pinhal Interior, Baixo Alentejo e Transmontana.

Concessão na mão do fundo Este interesse por Portugal não é novo. Em janeiro deste ano, a SVP Global passou a deter a Auto Estradas Douro Litoral (AEDL) – que gere a A32, A41 e A43. Esta tinha sido concessionada à Brisa em 2007, por 27 anos, e foi alvo de um investimento na ordem dos mil milhões de euros.

Na altura, o fundo de investimento revelou que se tratava de “um ótimo ativo, com perspetivas futuras fantásticas”, acrescentando que a via iria continuar a “desempenhar um papel no desenvolvimento económico da região e tem um potencial significativo para aumentar os seus níveis de tráfego”.

A Brisa interpôs uma providência cautelar para travar a tomada de controlo dos credores da AEDL. Mas os fundos reagiram de imediato, garantindo que a providência cautelar era “uma tentativa de intimidar e frustrar os novos acionistas, de criar uma situação de litígio e de se furtar às obrigações contratuais” que foram negociadas “livremente”.

Esta guerra levou o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) a revelar que estava “a analisar as respetivas implicações jurídico-contratuais” do confronto entre acionistas e credores. No entanto, o Tribunal de Sintra acabou por rejeitar a providência cautelar avançada pela Brisa.

A SVP Global conta atualmente com oito mil milhões de dólares em ativos sob gestão.

Recorde-se que o tráfego nas autoestradas portuguesas voltou a atingir níveis recorde em 2018. À exceção de abril, em todos os meses se registaram subidas em relação a 2017. Só em dezembro circularam mais de 18 mil veículos por dia. Já nos meses de verão, o tráfego médio ultrapassou as 20 mil viaturas.

 

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