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"Horários dos guardas-prisionais potenciam insegurança dentro dos estabelecimentos prisionais"

"Horários dos guardas-prisionais potenciam insegurança dentro dos estabelecimentos prisionais"

Joaquim Gomes Joaquim Gomes 27/06/2019 16:42

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, abordou o assunto durante as comemorações do 37º Dia do Corpo da Guarda Prisional. 

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, disse ao Sol que “os atuais horários dos guardas-prisionais potenciam a insegurança dentro dos estabelecimentos prisionais e contraria a filosofia do nosso sistema prisional de termos os guardas em permanência o mais tempo possível com os reclusos, até para dar o exemplo”.  

Jorge Alves, que falava em Vila Real, durante as comemorações do 37º Dia do Corpo da Guarda Prisional, comentava as situações mais recentes visando a integridade da classe, o caso das agressões no Linhó e ainda as festas em Paços de Ferreira, entre outras situações. 

“O caso do Linhó não é isolado, mas que se repete por vários estabelecimentos prisionais, devido à falta de guardas na zona prisional, onde deveriam estar, quando aquilo que se preconiza, no sistema prisional português, ao contrário de outros países, é ter os guardas o mais próximo possível dos reclusos, até para facilitar a reinserção”, referiu Jorge Alves. 

“Com o horário desadequado que existe desde 2018, nos estabelecimentos prisionais, há cada vez menos guardas nas zonas prisionais, proporcionando o descontrolo da segurança e especialmente no momento em que os guardas, ao final do dia, vão encerrar os reclusos nas celas, porque em vez de irem dois guardas, na maioria dos casos só vai um guarda e a partir daí as situações às vezes descontrolam-se”, salientou o presidente deste sindicato. 

No mesmo dia em que se comemora com centenas de guardas-prisionais de todo o país, o 37º aniversário do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, o seu presidente, Jorge Alves, destacou que “temos desenvolvido todas as nossas competências e as nossas capacidades para dignificar a nossa carreira, daí lutarmos por um melhor estatuto, porque o Governo nem sempre respeita os nossos profissionais e por isso vamos continuar a lutar todos os dias, também para melhorar o sistema prisional português e a justiça portuguesa”. 

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