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Mário Bacelar Begonha 26/06/2019
Mário Bacelar Begonha

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Esquerda e direita, em Portugal

Lembramo-nos bem do 25 de Novembro de 1975, em que apaniguados do “P.C.P.”, através das armas, tentaram implantar, em Portugal, uma Ditadura. Talvez digam, hoje, que a ideia era implantar uma” Ditadura Democrática”...

Temos para nós que a EDUCAÇÃO transforma o Homem-Selvagem, que ele é à nascença, num ser sociável que aprendeu a canalizar a sua agressividade, a sua arrogância, por ser o animal racional mais inteligente à superfície da terra.

Por sua vez a INSTRUÇÃO (Informação) transforma o Homem inculto, sem preparação intelectual, num ser com alguma literacia, que no futuro, lhe dará acesso a uma profissão, e também lhe poderá abrir as portas da CULTURA, já no sentido de satisfazer a sua curiosidade (SABER) e de poder fundamentar as suas opiniões, baseadas na CIÊNCIA, na experiência, na observação, no estudo comparado, com os diversos conhecimentos em interacção, factores estes que, somados, moldam o novo Homem, com capacidades e potencialidades para vir a ser um CIDADÃO responsável, útil à sociedade, com espírito de CIDADANIA, preocupado com o seu semelhante, integrado na sociedade e com espírito de inclusão social.

Claro que isto também, e não só, é conseguido com uma formação desportiva, adquirida, na Escola, ao longo dos anos, através dos “comportamentos em situação”, uma Pedagogia muito apreciada pelos Cinesiologistas, ou seja, aqueles que estudam o Movimento Corporal Racional, eficaz, rendível e económico.

Temos por adquirido, que qualquer “líder” partidário deverá estar nestas condições, apesar de sabermos que alguns não estão, mas a regra é essa, e, por isso, não compreendemos que alguns desses líderes façam afirmações públicas, que os desacreditam, aos olhos daqueles que estudaram e que pensam pelas suas cabeças, com vários diplomas académicos, por Universidades Públicas, do Estado, afirmações que revelam ignorância, desconhecimento, impreparação, má-fé, e, por último, desonestidade intelectual, para não falar em perversão.

Assim certa esquerda portuguesa (e já não falamos da esquerda caviar e de pessoas que no “25 de Abril”, colocavam no “porche”, um emblema do Partido Comunista, isto em oleno Marquês de Pombal), AFIRMA no Parlamento, lugar “sagrado”, da Democracia, sem se rir, e com “aparente” convicção, que é “democrata e patriota” !!!. Também um ex-líder do grupo parlamentar do “P.C.P.”, afirma , que “Tinha dúvidas se a Coreia do Norte era uma Democracia ou não.

Perante isto o “Zé Povinho” fica com certeza, desorientado, mas fica seguramente, desinformado.

Estudámos “O.P.A.N.”, “Organização Política e Administrativa da Nação”, no Liceu, ainda jovem, mas anos mais tarde, Ciência Política na primeira Escola Pública, aonde se estudavam essas matérias, com mestres insignes, e todos com uma inteligência viva e um conhecimento enorme, espantosamente grande, sendo uma ESCOLA que incomodava o Regime da Constituição de 1933, e que levou à máxima, da “NOSSA Universidade”, da autoria do também insigne Prof. Adriano Moreira: “destruído pelos que descuidadamente protegeu e amado pelos que ali aprenderam a olhar em frente e para o alto (cima)”.

Ali ensinava-se, e ensina-se, Ciência Política e não há, na Europa Ocidental, qualquer tratado sobre a matéria que diga que um Partido Comunista é democrata ou que acarinha qualquer Democracia!.

E como já estamos na quarta idade, lembramo-nos bem do dia 25 de Novembro de 1975, em que apaniguados do “P.C.P.”, através das armas, tentaram implantar, em Portugal, uma Ditadura. Talvez digam, hoje, que a ideia era implantar uma” Ditadura Democrática”... Pois é, e lá veio o meu amigo Maj. Melo Antunes dizer que o “P.C.P.” era importante para a Democracia, etc., etc., para não ser ilegalizado e excluído da Democracia.

Foi assim, mas democrata não pode ser, e o “Bloco” do Sr. Robles, o tal do imobiliário, ainda menos porque são novos demais e estão inebriados com o perfume do “Poder”.

Mas se acham que temos má vontade recomendamos-lhes o livro de Vladimir Ilitch Ulianov, cujo pseudónimo era Lenine, “O Trabalho Político das Massas” (1972, Amadora) e aí vão perceber que tudo isso é incompatível com a Democracia Ocidental. E não conhecemos qualquer Democracia, na Rússia, na China, na Coreia do Norte, em Cuba, etc., etc.. A Social Democracia, sim, de preferência a do Doutor Mário Soares.

Sociólogo

Escreve quinzenalmente

 

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