21/10/19
 
 
Vítor Rainho 26/06/2019
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Guerras na geringonça para esconder problemas na saúde, transportes...

Quando acabarem as férias e as pessoas voltarem aos seus trabalhos, logo veremos como o Governo conseguirá mitigar os problemas com a falta de autocarros, barcos e comboios.

Os próximos meses serão de grande animação no que à política diz respeito. O PS, ou parte dele, tudo fará para picar o BE e a outra parte do PS; alguns deputados que se portaram mal durante a legislatura irão desaparecer de cena para que ninguém se lembre das suas diabruras, contando, com isso, ser convidados para mais uma perninha na próxima sessão legislativa; o PSD tudo fará para contrariar a crónica de uma morte anunciada; o CDS procurará ressuscitar da morte provocada pela trapalhada dos professores; o PCP quererá pôr-se em bicos de pés para chamar a si a autoria das medidas sociais aprovadas pela geringonça, à semelhança do BE, e o PAN tratará de arregimentar mais amigos dos animais e adeptos de proibições de várias ordens. Mas a grande história é o suposto divórcio entre o PS, parte dele, e o BE, com a amante que se anuncia como mulher na expetativa: o PAN. Carlos César, o presidente dos socialistas, não desferia um ataque tão forte aos comandados de Catarina Martins se não tivesse as costas quentes – conseguindo desta forma encostar ou obrigar os amigos do BE a saírem da toca. Todo este folclore ajudará o Partido Socialista a desviar as atenções dos graves problemas que atravessam a saúde – onde ontem se ficou a saber que quase todas as maternidades públicas do país se debatem com insuficiências – e os transportes, além da justiça. Quando acabarem as férias e as pessoas voltarem aos seus trabalhos, logo veremos como o Governo conseguirá mitigar os problemas com a falta de autocarros, barcos e comboios. Veremos também como será a agenda dos professores até às eleições legislativas. Certo é que o PS já não recusa (será que alguma vez o não desejou?) uma maioria absoluta e o país será bastante diferente depois das legislativas. As corridas de touros deverão ser rapidamente banidas, os caçadores terão a vida dificultada, os fumadores deverão encontrar bunkers para poderem fumar e os empresários de agropecuária perderão muitos dos subsídios. O crescimento do PAN é inevitável e a sua influência no Governo será determinada pela necessidade que o PS tiver dos seus votos. 

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