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Reclusos utilizam telemóveis para continuar a ameaçar vitímas de violência doméstica

Reclusos utilizam telemóveis para continuar a ameaçar vitímas de violência doméstica

DR jornal i 25/06/2019 15:41

O representante do Corpo da Guarda Prisional admite que, desde 2009, tem tentado que sejam introduzidos inibidores de sinal que bloqueiam o acesso à internet nas prisões. 

O Corpo de Guarda Prisional tem vindo a receber queixas de vítimas de violência doméstica que continuam a ser ameaçadas pelos seus agressores, mesmo quando estes estão presos.

"Os agressores estão presos mas continuam a molestar e a contactar as vítimas. Vai lá o guarda à cela e está de facto o recluso a usar o telemóvel", conta Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), em entrevista ao Diário de Noticías. 

O responsável acredita "não ser impossível acabar com o uso de telemóveis nas prisões" e aborda a necessidade urgente de bloquear o sinal de acesso à internet. 

Jorge Alves admite que, desde 2009, tem tentado que sejam introduzidos inibidores de sinal que bloqueiam o acesso à internet nas prisões. “Chegámos a apresentar uma proposta que punha a título experimental e de forma gratuita, durante seis meses, o sistema numa cadeia do norte. A direção-geral recusou e nunca esclareceu qual a razão política subjacente a esta recusa", contou.  

Apesar da desaprovação, Jorge Alves aparenta não desistir e diz que irá apresentar uma proposta de inibição do sinal wireless à Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), mas com um aparelho pertencente a uma empresa israelita. 

Segundo Alves, existe algum receio em aprovar os inibidores de sinal, conhecidos por jammers, por existirem pessoas autorizadas a utilizar os telemóveis nas prisões, como o chefe dos guardas ou o diretor da instituição que não podem ter o sinal bloqueado e por haver receio que o bloqueio possa interferir com as comunicações nas áreas próximas das prisões, algo que o responsável diz já se ter comprovado ser mentira.

Já foi criado uma petição pública a pedir o uso dos jammers.  "Tendo em conta o anunciado nos meios de comunicação social em que basicamente se diz que vão ser instaladas cabinas telefónicas nas prisões, existe uma alternativa. Adquirir bloqueadores de sinal de telemóvel (jammers), que são aparelhos que num determinado raio de ação não permitem que os telemóveis funcionem", lê-se no texto da petição. 

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