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“Houve pessoas que desesperaram porque não tinham o que comer”

“Houve pessoas que desesperaram porque não tinham o que comer”

Jornal i 20/06/2019 12:25

Qual é o balanço da Amnistia sobre o acolhimento de refugiados em Portugal?

Deixou muito a desejar. Falta trabalho do Governo na capacitação das organizações que lidam com os refugiados. Claro que há muitas histórias de sucesso. Há refugiados que hoje trabalham e contribuem para as comunidades onde estão agora a viver. No entanto, houve muitos exemplos negativos de pessoas que desesperaram porque não encontraram trabalho, porque não tinham o que comer.

Acha que essas falhas contribuíram para que os refugiados procurassem outros destinos na Europa?

Claro, essas situações promoveram que as pessoas pouco tempo ficassem em Portugal e procurassem outros países com melhores condições de vida na Europa. Outra falha que não foi tida em conta foi a ramificação familiar dos refugiados que vinham da Grécia e Itália. Ou seja, houve famílias que foram separadas em países diferentes. Esta situação contribuiu para a mobilidade interna de refugiados na União Europeia. Houve pessoas que foram reencaminhadas para aqui, mas como tinham familiares noutros países acabaram por abandonar Portugal. Isto tinha sido algo fácil de evitar.

No que é que Portugal pode melhorar?

Resumindo, é preciso reforçar e capacitar os organismos que trabalham com os refugiados; deve-se prestar mais atenção às necessidades apresentadas pelos refugiados e apostar num reforço dos serviços burocráticos, que por vezes dificultam os processos de acolhimento por não terem capacidade para tratar de tantos casos. 

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