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Curtas Vila do Conde. Mão Morta, Sophia e uma boa ceifa de cinema português
Serpentário, de Carlos Conceição, é exibido em estreia nacional

Curtas Vila do Conde. Mão Morta, Sophia e uma boa ceifa de cinema português

Serpentário, de Carlos Conceição, é exibido em estreia nacional Cláudia Sobral 19/06/2019 21:08

Entre 6 e 14 de julho, regressa a Vila do Conde e para a sua 27.ª edição o maior festival de curtas-metragens do país. De novo a colocar o cinema português em lugar de destaque.

Com a primeira exibição em território nacional de "Bacurau", a produção brasileira que deu a Kleber Mendonça Filho (Aquarius e O Som Ao Redor) e Juliano Dornelles o Grande Prémio do Júri em Cannes, arranca a 6 de julho mais uma edição de Curtas Vila do Conde, que terá Carlos Conceição como realizador homenageado, ao lado do norte-americano Todd Solondz. Mas não se ficará por aqui o lugar de destaque dado ao cinema português a esta 27.ª edição do festival de Vila do Conde, que estreia, em competição nacional, um total de 16 filmes, aos quais se somam outros tantos filmes de escola. 

Depois de uma edição em que a noite de abertura se fez com "Diamantino", Gabriel Abrantes regressa ao festival de Vila do Conde com a sua mais recente curta-metragem. "Les Extraordinaires Mésaventures De La Jeune Fille De Pierre" é um dos filmes que integram uma competição nacional que, entre outros, conta ainda com "Destiny Deluxe", de Diogo Baldaia, "Dia de Festa", de Sofia Bost, "Não Procures Mais Além", de André Marques, "O Verde do Jardim", de Diogo Costa Amarante (Urso de Ouro em 2017 com "Cidade Pequena"), "Ruby", de Mariana Gaivão, ou "Sol Negro", de Maureen Fazendeiro.

Fora de competição, na secção Panorama Português, que programa uma seleção das curtas de produção nacional que mais marcaram o último ano, são ainda exibidas obras como "Fordlândia Malaise", de Susana de Sousa Dias, "O Mar Enrola na Areia", de Catarina Mourão, ou "Past Perfect", de Jorge Jácome. 

Entre as sessões não competitivas e à semelhança do que se vem tornando numa tendência entre festivais de cinema por todo o mundo, serão exibidos os dois primeiros episódios da série "Luz Vermelha", assinada pela dupla André Santos e Marco Leão e que estreará na RTP.

E, a assinalar um quarto de século sobre o lançamento de "Mutantes S. 21", o disco dos Mão Morta que a Blitz classificou como o segundo melhor álbum de música portuguesa da década de 1990, a estreia do documentário "Mutantes S. 21 - 25 Anos Depois", numa sessão que contará com a presença da banda para uma conversa com o público moderada pelo escritor Valter Hugo Mãe.

Não largando as efemérides, haverá ainda na programação desta edição lugares reservados para José Régio, assinalando os 50 anos da sua morte, e Sophia de Mello Breyner, que nasceu há precisamente 100 anos, com o documentário de 19 minutos com que João César Monteiro assinalou, em 1969, a sua estreia na realização.

A assinalar a abertura da secção Stereo, também a 6 de julho, "O Gabinete do Dr. Caligari", de Robert Wiene, musicado por Marta Navarro e Tiago Cutileiro. Filme que dará o mote para a habitual exposição na galeria Solar, inaugurada no mesmo dia, às 18h: "O Caso Caligari".

 

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