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Bitcoin. Dez anos de altos e baixos

Bitcoin. Dez anos de altos e baixos

Joana Marques Alves 19/06/2019 18:28

São cada vez mais as empresas e figuras públicas que apostam nesta moeda digital. 

Se em 2009 eram precisas 1300 bitcoins para perfazer um dólar, hoje uma destas criptomoedas vale 9034 dólares norte-americanos (cerca de 8072 euros). Muito se evoluiu (e valorizou) nos últimos 10 anos - atualmente, são vários os que veem na criptomoeda uma oportunidade de negócio.

A primeira compra paga com esta moeda - cujo criador ainda hoje é desconhecido, identificando-se apenas com o nome fictício Satoshi Nakamoto - foi feita em 2010, na Flórida, numa pizzaria. Laszlo Hanyecz quis comprar duas pizzas por 10 mil bitcoins, o que na altura equivalia a 41 dólares. Uma curiosidade: existe um site chamado Bitcoin Pizza Index que revela que as pizzas comprada há nove anos valeriam hoje (prepare-se...) mais de 81 milhões de dólares!

Desde que foi criada, o valor da bitcoin subiu exponencialmente - acima, até, do registado atualmente. Em dezembro de 2017, quando foi noticiado um ciberataque responsável pelo roubo de 54 milhões de euros em bitcoins, a moeda atingiu um recorde de valorização, chegando aos 12 mil euros a unidade. No ano seguinte, o valor da bitcoin veio sempre a decrescer, chegando, em dezembro de 2018, a valer apenas 2800 euros. Desde então, a cripotomoeda tem registado uma valorização constante.

Aliás, nos últimos meses, os preços desta moeda digital cresceram 200%, após um período de estagnação. Segundo Joshua Frank, cofundador da plataforma de análise digital TheTIE.io, estamos a viver um dos momentos mais prolongados de resultados positivos desde meados de 2017. “Se o sentimento continuar positivo durante um longo período e o volume de tweets [sobre o assunto] continuar a crescer, acreditamos que a bitcoin também continuará a prosperar. Se a tendência se mantiver, a bitcoin ultrapassará os 10 mil dólares dentro de pouco tempo”, disse à revista Forbes.

Mas porquê este sentimento tão positivo agora? Alguns especialistas defendem que tem precisamente a ver com a criação da moeda digital por parte do Facebook e o facto de o gigante tecnológico ter dado mais confiança a um mercado que ainda gera alguma desconfiança nos utilizadores. Além disso, a bitcoin beneficiou da perda de quota de mercado de outras moedas virtuais, como a Litecoin.

Quem negoceia com bitcoins? A Lamborghini foi a primeira marca de carros a aceitar bitcoins como forma de pagamento, em 2013. Atualmente, existem várias empresas que aceitam pagamentos ou donativos feitos com esta moeda. As mais conhecidas, de acordo com o site 99bitcoins, são a Wikipedia, a Microsoft, o grupo tecnológico Expedia e a empresa de compras online Overstock.

Por cá, a maioria das empresas continua a não aceitar criptomoedas. O European Payment Report 2018, divulgado no passado mês de setembro, mostrava que 78% das empresas portuguesas continuavam a dispensar as moedas digitais. No entanto, em fevereiro de 2018, o Jornal Económico noticiou que existiam 58 locais em Portugal onde podia pagar com bitcoins, incluindo hotéis, restaurantes e lojas. Destes 58, 34 encontravam-se na Área Metropolitana de Lisboa.

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