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Juncker diz que não se deve esperar pela próxima crise para fazer o que é preciso

Juncker diz que não se deve esperar pela próxima crise para fazer o que é preciso

Jornal i 19/06/2019 11:55

Presidente da Comissão Europeia garante que “a União Económica e Monetária da Europa está mais robusta do que nunca", mas ainda assim admite, que "há muito mais a fazer”.

O presidente da Comissão Europeia afirmou esta quarta-feira, em Sintra, que os líderes europeus não devem esperar pela próxima crise para fazer o que é necessário e destacou que o Banco Central Europeu não pode defender o euro sozinho.

E, de acordo com Jean-Claude Juncker, "para nossa própria soberania” defende que é necessário pensar novamente o papel estratégico que as moedas desempenham atualmente no mundo. “E é por isso que a Comissão definiu uma nova agenda para reforçar o papel internacional do euro”, acrescentou.

Jean-Claude Juncker afirmou também que “a União Económica e Monetária da Europa está mais robusta do que nunca,  mas ainda assim admite, que "há muito mais a fazer” e é preciso completá-la para apoiar a moeda única, um trabalho que, frisou, “o BCE não pode fazer sozinho”.

“Precisamos de uma garantia de depósitos comum para completar a união bancária; precisamos de regras orçamentais mais simples e de uma função de estabilização para a zona euro e precisamos de construir um Tesouro comum e desenvolver um ativo seguro para a zona euro ao longo do tempo”, enumerou o presidente da Comissão Europeia.

Na sua intervenção, Jean-Claude Juncker frisou também que “o euro requer determinação e merece líderes determinados”, que “são mais fortes que qualquer mercado”, e recordou o verão de 2012, no mês de julho, quando Mario Draghi afirmou que o BCE faria tudo o que fosse preciso para salvar o euro.

“A sua calma e confiança não só acalmaram os mercados como também me salvaram – o presidente do Eurogrupo na altura – de muitas noites sem dormir”, contou Jean-Claude Juncker perante a plateia do Fórum do BCE, em Sintra.

O presidente da Comissão Europeia adiantou saber que não é suposto comentar a política do BCE, mas acrescentou: “Permita-me dizer o quanto estou feliz por você [Mario Draghi] lá ter estado”.

 

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