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Fitch prevê que crescimento da economia portuguesa abrande

Fitch prevê que crescimento da economia portuguesa abrande

Sónia Peres Pinto 18/06/2019 17:30

Agência de rating acredita que Portugal vai enfrentar “ventos crescentes de incerteza externa”. 

A agência de notação financeira Fitch prevê que o crescimento da economia portuguesa abrande em 2019 e em 2020, com os “ventos contrários” da conjuntura externa a pesar na perspetiva do PIB. Depois de ter crescido 2,1% em 2018, a Fitch acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) português deverá aumentar 1,7% este ano e 1,5% no próximo. “Prevemos que o abrandamento continue em 2019 e 2020”, refere a agência de notação, acrescentando que “a procura doméstica vai conduzir o crescimento, apesar das perspetivas de que o contributo negativo das exportações líquidas se intensifique”, acrescenta a Fitch, sinalizando que “com as exportações portuguesas a representar cerca de 44% do PIB, o setor enfrenta ventos crescentes de incerteza externa”.

Para a agência de rating não há dúvidas: o risco de crescimento da zona euro inferior ao previsto e a intensificação da guerra comercial são fatores conjunturais que, segundo a Fitch, elevam o risco de incerteza em relação à conjuntura externa.

Ao mesmo tempo, destacou a descida do défice orçamental para 0,5% do PIB em 2018, face aos 3% registados em 2017, salientando que esta evolução se deveu, sobretudo, a um “forte crescimento da receita”, menores despesas com juros, despesas de capital abaixo do previsto e ausência de custos extraordinários relacionados com a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, registados em 2017, equivalentes a 2% do PIB.

Recorde-se que, a Fitch em maio melhorou a perspetiva do rating atribuído a Portugal e prepara-se para fazer nova avaliação em novembro. Também a DBRS já tinha melhorado a perspetiva, em abril, passando de estável para positiva. “O défice orçamental está lentamente a aproximar-se do equilíbrio e o rácio da dívida pública face ao produto interno bruto (PIB) está a decrescer a um ritmo saudável”, referiu, na altura.

Atualmente, as norte-americanas Fitch e Standard & Poor’s, e a canadiana DBRS atribuem uma nota de ‘BBB’ ao ‘rating’ de Portugal, o segundo nível da categoria de investimento. A Moody’s atribui uma nota de ‘Baa3’.

 

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