20/9/19
 
 
Vítor Rainho 11/06/2019
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Reino Unido. Uma campanha marcada por arrependidos

O Reino Unido vive momentos particularmente embaraçosos para todos os quadrantes políticos: fizeram um referendo sobre a continuação ou não na União Europeia e, como a maioria disse que queria sair, nunca mais se entenderam. Que o referendo foi manipulado ou que as pessoas não têm conhecimento do perigo dessa decisão são algumas das teorias que têm feito correr muita tinta. Certo é que o povo votou e a primeira- -ministra Theresa May nunca mais teve descanso, acabando por se fartar e demitir-se do Governo e do partido. Como é óbvio, a situação política do Reino Unido mexe com o mundo inteiro e os portugueses não ficam incólumes. São muitos os que lá trabalham e são muitos os britânicos que vivem em Portugal, além, claro, dos negócios em comum.

O Reino Unido vive momentos particularmente embaraçosos para todos os quadrantes políticos: fizeram um referendo sobre a continuação ou não na União Europeia e, como a maioria disse que queria sair, nunca mais se entenderam. Que o referendo foi manipulado ou que as pessoas não têm conhecimento do perigo dessa decisão são algumas das teorias que têm feito correr muita tinta. Certo é que o povo votou e a primeira-ministra Theresa May nunca mais teve descanso, acabando por se fartar e demitir-se do Governo e do partido. Como é óbvio, a situação política do Reino Unido mexe com o mundo inteiro e os portugueses não ficam incólumes. São muitos os que lá trabalham e são muitos os britânicos que vivem em Portugal, além, claro, dos negócios em comum.

Mas um país que tem dado tanto ao mundo em termos de democracia vê a sucessão da liderança do Partido Conservador ser dominada pelo passado dos candidatos no que diz respeito à sua relação com a droga. Muitos admitiram ter consumido cocaína, outros canábis e até ópio. Todos tentam desculpar-se, falando das más opções que tomaram, afirmando-se contra a droga. A hipocrisia é geral, e o Reino Unido bem poderia dar início a uma grande discussão sobre o fenómeno: porque não legalizar as drogas que tantos milhões consomem no mundo inteiro?

Porque não assumir que os milhões e milhões que o fazem estão em todas as áreas profissionais, nomeadamente na política? Que seria preferível controlarem a qualidade da droga, que faria menos mal aos consumidores; que ganhariam milhões com os impostos, para ajudar os mais desfavorecidos; que poderiam gastar muito desse dinheiro em campanhas de sensibilização para os jovens não entrarem em mundos perigosos; e, finalmente, acabarem com uma das hipocrisias mais tontas do mundo. Recusando esse debate, só estão a contribuir para que muitos milhões consumam cada vez mais drogas sintéticas, muitas das quais fatais. Mas é triste ver uma classe, os conservadores, que sempre se bateu contra as drogas, assumir que os principais candidatos têm quase todos um passado ligado àquilo que combatem publicamente.

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