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Fernando Santos: "Pressão? Jogar em casa é sempre positivo"

Fernando Santos: "Pressão? Jogar em casa é sempre positivo"

Bruno Venâncio 08/06/2019 21:46

O selecionador nacional só vê vantagens no facto de Portugal disputar a final da Liga das Nações diante do seu público. Sobre Cristiano Ronaldo, avisa: "Ainda dura mais três ou quatro anos"

A final da Liga das Nações joga-se este domingo, e tem como um dos finalistas o anfitrião: Portugal, pois claro. O facto de disputar um jogo decisivo em casa pode ser visto como benéfico ou prejudicial; para o selecionador português, porém, essa questão nem se devia colocar.

"Pressão? Não, não há pressão para jogadores que disputam campeonatos importantíssimos, Ligas dos Campeões, fases finais de grandes competições… A pressão é sempre positiva, jogar em casa significa que vamos ter o apoio do nosso público e isso é motivador. Acho que os jogadores com esta qualidade e este traquejo no futebol de alta competição não podem ter pressão", frisou Fernando Santos, abordando as características da Holanda, opositor na final: "Só na quinta soubemos quem era o adversário. O nosso trabalho de sexta e de hoje foi passar aos jogadores os pontos fortes da Holanda, que é uma extraordinária equipa. Não temos necessidade de explicar o jogador A ou B, eles conhecem-se bem uns aos outros. Explicamos, sim, a forma de jogar das equipas, o que podemos explorar. Iremos montar uma estratégia que no jogo acredito convictamente que irá levar-nos à vitória. Isso passa por jogarmos com a nossa identidade, tendo em conta o que o adversário faz".

Revelando acreditar que o menor período de descanso da Holanda (que jogou um dia depois de Portugal e ainda teve de ir a prolongamento para bater a Inglaterra, por 3-1) não irá pesar - "No plano teórico, teria influência, mas no plano prático acho que não. Disputar uma final é tão motivante para os jogadores que o cansaço vai desaparecer" -, Fernando Santos lamentou a ausência de Pepe, que fraturou a omoplata direita na meia-final com a Suíça, mas manifestou "confiança plena em quem o irá substituir", embora sem nomear o jogador - que deverá ser José Fonte.

Questionado, também ele, sobre Cristiano Ronaldo, o técnico disse confiar que o CR7 irá manter este nível durante mais algumas temporadas. "Surpreendido com Ronaldo marcar assim aos 34 anos? Surpreendido nunca fico. Isso fiquei quando era treinador dele quando ele tinha 18 anos e jogava no Sporting. Não o devia ter posto a jogar frente ao Manchester United, porque foi-se embora para lá e eu fiquei sem ele [risos]. Ronaldo ainda vai durar mais três ou quatro anos. Tem objetivos muito determinados, o que o leva a estar sempre bem fisicamente, treinar sempre no seu limite. E na vida extra-futebol também. Por isso, é um jogador que chega aos 34 a marcar 50 golos por época... Acredito vai continuar a fazê-lo por um bom tempo. Vai jogar amanhã, é capitão e um jogador importantíssimo para nós. Vai continuar a dar muitas alegrias, quer no seu clube, quer na seleção nacional", atirou Fernando Santos, lembrando que vencer a prova será "importante para os jogadores, para a equipa técnica, para os dirigentes, mas sobretudo para o povo, para o país".

Na antevisão à partida com os holandeses esteve também Rui Patrício, que, a manter a titularidade, ultrapassará Vítor Baía e se tornará o guarda-redes com mais internacionalizações por Portugal (ambos contam 80). "É um motivo de orgulho, porque estou a representar o meu país. Estava à espera de chegar a este número, mas trabalho para ajudar, para poder chegar à seleção. Felizmente, consegui. É um número muito bom. Espero continuar a evoluir e a dar o meu contributo à seleção", afirmou o guarda-redes do Wolverhampton, de 31 anos.

Considerando a Holanda uma "seleção muito forte, com muitos jogadores evoluídos técnica e taticamente", Rui Patrício comparou esta à final do Europeu de 2016, que Portugal venceu em Paris. "A única diferença é que não estamos a  jogar em França, estamos em Portugal. Mas é uma final, vamos disputar um troféu e queremos ganhar", garantiu, rejeitando a ideia de a seleção nacional partir em vantagem" por jogar em casa: "Não, não acho. Para nós é muito bom jogarmos em casa, é um orgulho para qualquer atleta poder competir em casa, ainda mais podendo jogar uma final, o orgulho é ainda maior. Para nós, para todos os portugueses, amanhã vai ser um excelente jogo, sabemos que vamos defrontar uma excelente seleção, vai ser um jogo muito bom em nossa casa e isso é perfeito".

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