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PCP avisa PS que “é preciso avançar e não andar para trás”

PCP avisa PS que “é preciso avançar e não andar para trás”

Mafalda Gomes Ana Petronilho 28/05/2019 21:08

Jerónimo de Sousa não fecha porta a nova geringonça desde que não haja recuo dos “direitos conquistados”. Comunistas apresentam listas e programa para legislativas na primeira quinzena de junho  

 

O PCP diz que “não está arrependido” da geringonça e a voltaria a “fazer o mesmo” mas ontem, Jerónimo de Sousa, que não fecha a porta ao acordo à esquerda, deixou um recado ao PS: “o que é preciso é avançar e não andar para trás”. 

Dias depois de o presidente do PS ter dito que a próxima legislatura terá de ter “outro impulso reformista” onde terão de estar incluídas “outras áreas e outras temáticas”, o PCP - que ontem reuniu em comité central para analisar os resultados das europeias - fez saber que numa próxima geringonça não aceitará medidas que retirem “direitos conquistados”. 

Além disso, o secretário-geral do partido, aproveitou para lembrar as várias medidas adotadas pelo Governo durante os três anos e meio de geringonça, que terão partido da iniciativa do PCP e com as quais o PS poderá ter “capitalizado” nos votos.      É o caso do “aumento das reformas”, da “restituição do subsídio de Natal por inteiro”, da “redução dos custos dos transportes públicos”, da “redução dos impostos” ou da “gratuitidade dos manuais escolares”, enumerou ontem Jerónimo de Sousa, durante a conferência de imprensa que se realizou enquanto decorria a reunião do comité central que se prolongou noite dentro. 

“É este o caminho que se impõe prosseguir”, frisou o secretário-geral do PCP pedindo apelando ao voto nas legislativas para dar força ao partido e “para garantir que no futuro próximo não se volte ao caminho de retrocesso político, económico e social”.

Jerónimo de Sousa recordou ainda a “manobra recente do PS” da “ameaça de crise política” considerando ser um sinal que os socialistas “não hesitarão em colocar as imposições e constrangimentos da União Europeia à frente das respostas do país”.   

No entanto, o líder comunista escusou revelar se, durante a reunião do comité central, houve intervenções contra o apoio do Governo.   

Listas na primeira quinzena de junho O líder comunista procurou ainda afastar os “agoirentos do costume” e disse que o partido está com “confiança e determinação” para disputar as legislativas, marcadas para 6 de outubro.

As listas dos candidatos e o programa eleitoral serão apresentados na primeira quinzena de junho. Mas Jerónimo de Sousa deixou já algumas pistas. Para o futuro, o partido entende como “emergência nacional” o aumento do salário mínimo nacional dos 600 para os 850 euros mensais. Outra das medidas que deverá constar do progarama eleitoral dos comunistas é o reforço do financiamento do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, da Segurança Social, ou do “aumento da oferta de transporte público”.

O secretário-geral do PCP anunciou ainda que o partido está a organizar iniciativas que permitam a “mobilização e envolvimento” dos militantes, estando previstos, para já, três comícios  que se vão realizar nos dias 1, 2 e 8 de junho em Setúbal, Lisboa e Porto, respetivamente. A par dos distritos do Alentejo, Setúbal é um dos bastiões do PCP onde os comunistas têm vindo a perder votos nas últimas eleições. 
 

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