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PSD perdeu e teve o pior resultado de sempre

PSD perdeu e teve o pior resultado de sempre

Cristina Rita 26/05/2019 23:41

Presidente do partido e Rangel assumiram que não foram alcançados os objetivos: “A mensagem do PS passou melhor do que a nossa”, disse Rio.

O PSD teve o pior resultado de sempre em eleições europeias,  falhou a meta de subir em número de mandatos e nem conseguiu capitalizar qualquer descontentamento contra o Governo. O partido liderado por Rui Rio ficou aquém dos 27,71 por cento  alcançados em 2014, em coligação com o CDS, quando as duas forças políticas estavam no Executivo e o país ainda tinha a troika dentro de portas.  Há cinco anos, esta percentagem já tinha sido considerada a pior de sempre também.

O presidente do PSD, Rui Rio, assumiu: “A mensagem do PS passou melhor do que a nossa”, declarou aos jornalistas, reconhecendo que os objetivos não foram alcançados: subida de votos e mais um mandato. “ Não vale a pena tapar o sol com a peneira”, defendeu Rui Rio.

Os sociais-democratas fizeram os discursos com base na reeleição de seis eurodeputados, tal como há cinco anos.

Paulo Rangel, o cabeça-de-lista do partido, não proferiu a palavra derrota, optando por destacar que a representação do partido não estaria em causa. “Vamos manter a mesma representação”, assegurou Rangel.

Questionado pelos jornalistas se o resultado obtido coloca em xeque a liderança do presidente do PSD, Paulo Rangel foi claro: “Não está em questão”. Antes já tinha dissertado sobre as condições difíceis do partido com a profusão de forças no espetro político dos sociais-democratas. O eurodeputado reconheceu ainda a sua quota parte de responsabilidade no resultado, bem como a vitória do PS. Rio não estava na sala para o ouvir. Mais tarde concordaria com ele na análise e chamaria a si também uma parte da culpa.

No PSD houve quem admitisse ao i que o PSD foi penalizado com o dossiê dos professores e que a estrutura de campanha da direção dos sociais-democratas não mobilizou o eleitorado.

O líder do PSD já fez saber que não bate com a porta, nem é expectável que os críticos arranquem já para a disputa interna. As contas serão feitas a 7 de outubro, depois das legislativas. Ao país, Rio explicou que as europeias obrigam a uma reflexão sobre a forma de fazer campanha, mas o partido terá já nos próximos meses uma nova etapa. Por isso, o tempo não é para se limparem armas. Rio pediu ainda uma campanha diferente para outubro.

Na noite eleitoral, os jornalistas não conseguiram registar a chegada ao hotel de Rio, que esteve reunido com a sua direção no 12º andar. O líder do PSD entrou pela garagem e assistiu isolado às primeiras projeções nas televisões, apesar de estar na mesma sala com outros dirigentes.

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