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Liga das Nações. Fernando Santos sem surpresas
Fabrice Coffrini

Liga das Nações. Fernando Santos sem surpresas

Fabrice Coffrini AFP Laura Ramires 24/05/2019 11:58

Selecionador nacional divulgou os convocados para a prova do “mata-mata”. João Félix na lista, Dyego Sousa também. Em sentido inverso, André Silva e João Mário caem.

Foi sem surpresas que Fernando Santos divulgou esta quinta-feira a lista dos 23 convocados para a ‘final four’ da Liga das Nações, marcada para os próximos dias 5 e 9 de junho, no Porto e em Guimarães.

Portugal, recorde-se, tem encontro marcado com a Suíça no encontro referente à meia-final, no Estádio do Dragão; enquanto Holanda e Inglaterra discutem, no mesmo dia, mas no D.Afonso Henriques, a outra vaga na final.

O selecionador nacional, de resto, já fez questão de relembrar que nesta competição não há lugar para falsas partidas: “É uma prova diferente. Não é uma prova em que há uma primeira fase por pontos. Esta é o mata-mata imediato. Se temos de estar na final [9 junho], temos de ganhar a meia-final [5 junho]”.

Para lutar por um lugar na final, Fernando Santos chamou os protagonistas mais esperados: Beto (Goztepe), Rui Patrício (Wolverhampton) e José Sá (Olympiakos), para a baliza; Raphael Guerreiro (Borussia Dortmund), Mário Rui (Nápoles), Rúben Dias (Benfica), José Fonte (Lille), Pepe (FC Porto), Nélson Semedo (Barcelona) e Cancelo (Juventus), para a defesa; Danilo Pereira (FC Porto), William Carvalho (Real Betis), Rúben Neves (Wolverhampton), Bruno Fernandes (Sporting), Pizzi (Benfica) e João Moutinho (Wolverhampton), no meio-campo; e Rafa Silva (Benfica), Gonçalo Guedes (Valencia), Bernardo Silva (Manchester City), João Félix (Benfica), Diogo Jota (Wolverhampton), Dyego Sousa (Sp. Braga) e Cristiano Ronaldo (Juventus), no ataque.

Numa convocatória em que os destaques vão para a chamada de João Félix e Dyego Sousa, nota ainda para as saídas de André Silva (lesionado e considerado inapto pelo departamento clínico da FPF) e de João Mário (com muito poucos minutos de jogo somados no Inter Milão), em relação à última convocatória, para os jogos frente à Ucrânia e à Sérvia a contar para a qualificação para o Campeonato da Europa 2020. Refira-se que foi precisamente para estes dois encontros que o jovem avançado do Benfica e o atacante do Sp. Braga integraram pela primeira vez a lista de convocados para a seleção nacional.

Dyego Sousa, recorde-se, chegou mesmo a fazer a sua estreia; enquanto a jovem estrela do Benfica (que abandonou mais cedo o estágio devido a lesão) continua à procura de somar os primeiros minutos como internacional. Na mesma situação de Félix está o extremo Diogo Jota, que espera pela oportunidade de fazer a sua primeira internacionalização. Coincidentemente, Benfica e Wolverhampton são os clubes mais representados nas escolhas do selecionador nacional, com quatro jogadores cada.

Fernando Santos abordou a chamada do jovem de 19 anos do plantel encarnado, apesar de esta não ter sido surpreendente, até pelo facto de o avançado ter ficado de fora das opções de Hélio Sousa para o Mundial sub-20, na Polónia, onde Portugal tem a sua estreia agendada para este sábado. O selecionador, campeão europeu em título, lembrou que Félix “não é caso virgem”, mas não quis alongar-se nos comentários quanto à possibilidade de utilização do jogador. “Se ele vai jogar ou não? Obviamente todas as decisões são pensadas e analisadas. Temos muitos jogadores assim. Quando entendemos que o salto destes jogadores passa por outro escalão não há nenhum drama. É natural. Agora, se joga ou não, isso logo se vê. Não vão jogar os 23, isso é impossível”, referiu.

O orientador da equipa das Quinas revelou que os jogadores vão chegar a conta- -gotas e que, em princípio, a comitiva deverá estar praticamente toda reunida no próximo dia 27. Fernando Santos relembrou ainda que esta é uma fase em que os jogadores apresentam um desgaste tremendo, já que terminaram muito recentemente a época 2018/19 nos respetivos clubes. Porém, o selecionador acredita que esse será apenas um fator a ter em conta na preparação desta ‘final four’, sublinhando que lutar por um título é sempre um fator motivacional para qualquer equipa. “Os jogadores têm muito orgulho em representar a seleção, ainda por cima com um título por disputar. É um fator de motivação”, sentenciou.

 

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