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Turismo volta a abrandar em março

Turismo volta a abrandar em março

Sónia Peres Pinto 15/05/2019 13:05

Os proveitos de aposento (176,2 milhões de euros) cresceram 1,4%, mas abaixo do aumento de 2,3% em fevereiro.

Portugal recebeu mais 3,5% de hóspedes em março, num total de 1,8 milhões, mas registou menos 0,2% de dormidas, para 4,5 milhões, devido à quebra de turistas não residentes, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

As dormidas de residentes cresceram 4,8%, quando tinham caído 3,8% em fevereiro, e as de não residentes recuaram 2,2%, mais do que a descida de 0,5% no mês anterior.

O INE ressalva que estes resultados “estão condicionados” pelos diferentes meses das épocas festivas face ao ano anterior, beneficiando do Carnaval em março de 2019 (que no ano anterior tinha sido em fevereiro), e pelo efeito base desfavorável da Páscoa em março de 2018 (quando este ano foi celebrada em abril).

O mercado espanhol (9,6% do total), tradicionalmente sensível ao ‘efeito Páscoa’, registou uma diminuição expressiva nas dormidas, assim como os hóspedes alemães (menos 8,4%) e os franceses (menos 4,3%).

Mas o mercado o brasileiro (6,2% do total de dormidas) apresentou um crescimento significativo, de 28,6%, enquanto o britânico (17,6% do total das dormidas) cresceu 1,6% em março.

Também em março registaram-se aumentos nos mercados chinês (mais 22,2%) e norte americano (mais 20,4%).

Por municípios, Lisboa obteve 23,9% do total das dormidas em março, e o Funchal concentrou 9,5% do total das dormidas.

Albufeira representou 10,1% das dormidas em março e o município do Porto acolheu 7% das dormidas totais em março.O mercado interno representou 75% das dormidas e cresceu 13,7%, enquanto os mercados externos recuaram 9,3%.

No total registou-se um aumento de hóspedes em março, de 3,5% para 1,8 milhões, mas foi inferior à subida de 2,5% registada em fevereiro, enquanto nas dormidas, que em março caíram 0,2% para 4,5 milhões, a descida foi inferior à de 1,5% registada em fevereiro.

O INE diz ainda que, em março, a estada média (de 2,48 noites) reduziu-se 3,6%, em especial a dos residentes, que caiu 3%, enquanto a dos não residentes diminuiu 2,5%.

Os proveitos no setor abrandaram, crescendo 3,1%, quando em fevereiro tinham aumentado 4,2%, atingindo 246,8 milhões de euros.

Os proveitos de aposento (176,2 milhões de euros) cresceram 1,4%, mas abaixo do aumento de 2,3% em fevereiro.

No primeiro trimestre do ano, o INE registou um aumento de 0,7% nas dormidas totais, que diz ser impulsionado pelo contributo positivo apenas dos residentes (aumenta 2,3%), dado que os não residentes pouco variaram (caíram 0,1%).

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