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Lucro do BCP subiu 79,7% para 153,8 milhões no 1.º trimestre

Lucro do BCP subiu 79,7% para 153,8 milhões no 1.º trimestre

Sónia Peres Pinto 09/05/2019 17:32

Este resultado deve-se, em parte, ao contributo da atividade em Portugal que mais do que duplicou face aos primeiros três meses de 2018.

O lucro do BCP subiu 79,7% para 153,8 milhões de euros no 1.º trimestre. Este resultado deve-se, em parte, ao contributo da atividade em Portugal que mais do que duplicou face aos primeiros três meses de 2018, alcançando 94,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019.

Também a atividade internacional cresceu 12,1%, de 41,1 milhões de euros no primeiro trimestre de 2018, para 46,1 milhões de euros no mesmo período de 2019 com destaque para o contributo da subsidiária em Moçambique e do Banco Millennium Atlântico em Angola.

A margem financeira apresentou um crescimento de 5,2% face aos 344,8 milhões de euros apurados no primeiro trimestre de 2018, ascendendo a 362,7 milhões de euros no mesmo período de 2019, devido ao bom desempenho, quer da atividade em Portugal, quer da atividade internacional.

Na atividade em Portugal, a margem financeira cifrou-se em 201,5 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, evidenciando um aumento de 4,9% face aos valores contabilizados no período homólogo do ano anterior, justificado na sua maioria pela redução do custo do funding, nomeadamente pela diminuição do custo da dívida emitida e dos passivos subordinados.

Na atividade internacional, a margem financeira cresceu 5,5% em relação aos 152,8 milhões de euros registados nos três primeiros meses de 2018, fixando-se em 161,2 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, determinada pelo desempenho da subsidiária polaca.

As comissões líquidas situaram-se em 166,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, que compara com 167,8 milhões de euros registados no trimestre homólogo do ano anterior, condicionadas pela redução verificada na atividade internacional, nomeadamente na subsidiária na Polónia, “pese embora o desempenho da atividade em Portugal, cujas comissões cresceram 1,7% no mesmo período, impulsionadas pelo aumento das comissões bancárias”, revela o banco liderado por Nuno Maya.

Os custos com o pessoal fixaram-se em 146,2 milhões de euros, o que representou um aumento de 5,3% em relação ao montante contabilizado no primeiro trimestre do ano anterior, traduzindo o acréscimo de custos verificado tanto na atividade em Portugal, como na atividade internacional. Só em Portugal, esses custos situaram-se em 91,1 milhões de euros, o que representou um aumento de 3,9% face aos valores contabilizados no trimestre homólogo de 2018. Esta subida deve-se, em parte, ao impacto decorrente do aumento do número de colaboradores, que evoluiu de 7.155, em 31 de março de 2018, para 7.262 colaboradores, no final de março de 2019, com o reforço das competências dirigidas à transformação digital. 

Em relação à proposta de compensação aos trabalhadores pelos anos de cortes salariais de 12,6 milhões de euros é vista pelo CEO do banco de “mais generosa” do que a proposta de dividendos aos acionistas. “Dos valores que os colaboradores deixaram de receber, que não é uma devolução é uma compensação, o que estamos a propor à assembleia-geral é equivalente a um terço desse valor”, afirmou na apresentação de resultados. Maya disse ainda que quer devolver o restante aos trabalhadores até ao final do seu atual mandato, em 2021.

Recorde-se que, os cortes salariais que acabaram em julho de 2017 dito que permitiram “salvar” 400 postos de trabalho.
Quanto à operação de aquisição do banco Eurobank, na Polónia, o presidente do banco acredita que deverá ficar concluída até final deste mês. Em causa está a a compra   de uma participação de 99,79% no Eurobank, uma subsidiária da Société Générale por 428 milhões de euros, a ser pago em dinheiro e totalmente financiado por meios próprios do Bank Millennium.

 

 

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