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Rússia. Veterano da II Guerra Mundial apela à paz

Rússia. Veterano da II Guerra Mundial apela à paz

AFP Jornal i 08/05/2019 18:59

Com pouco mais de 20 anos, Nikolay Bagayev juntou-se às fileiras da resistência russa contra as tropas de Adolf Hitler e foi ferido duas vezes.

Tinha pouco mais de 20 anos quando combateu os soldados do regime nacional-socialista de Adolf Hitler e sobreviveu para contar a sua história. Tem hoje cem anos e é um vetereno de guerra duas vezes condecorado. Chama-se Nikolay Bagayev e estará mais uma vez presente esta quinta-feira nas comemorações do 74º aniversário do Dia da Vitória russa na Praça Vermelha, em Moscovo. 

Sabendo da crescente tensão entre os Estados Unidos e Europa e a Rússia, Bagayev prefere uma paz podre a uma guerra. "Uma paz podre é melhor que uma guerra total", disse o veterano à Reuters. 

Bagayev nasceu em 1918 e viveu a sua infância nos tumultuosos anos da Guerra Civil russa e a infância sob o estalinismo. Em 1941, a Alemanha nazi invadiu a União Soviética e o jovem russo juntou-se às fileiras da resistência. Combateu essencialmente nas florestas próximas de Moscovo - os soldados de Hitler chegaram a estar 80 km da capital russa. E, mais tarde, participou no assalto de infantaria contra Koenigsberg, então na Alemanha, e hoje conhecida por Kaliningrado, pertecente à Rússia.  

Ao longo dos quatro anos que se seguiram à invasão da Rússia, mais de 24 milhões de russos morreram, incluindo milhões de civis. O Exército Vermelho recuou e recuou, até a própria capital russa ficar em risco, mas, com a vitória em Estalinegrado e na de Kursk, até então a maior batalha de tanques de sempre, o rumo da guerra inverteu-se. A Alemanha começou a recuar e os russos a avançar pelas estepes, até chegarem a Berlim. 

Bagayev foi ferido duas vezes e duas vezes foi condecorado por atos de coragem sob fogo inimigo. 

Finda a II Guerra Mundial com a derrota da Alemanha nacional-socialista, Bagayev instalou-se nas estepes da República do Cazaquistão. Viveu numa tenda por algum tempo e participou na construção das instalações que levaram o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 1961. 

Hoje, vive em Korolyov, cidade próxima de Moscovo, e vive da sua pensão de veterano de guerra. E continua a ser comunista num mundo onde a União Soviética que ajudou a defender já não existe. 

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