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Endesa vai analisar a compra de barragens da EDP

Endesa vai analisar a compra de barragens da EDP

Sónia Peres Pinto 07/05/2019 20:53

Empresa liderada por António Mexia anunciou em março a venda de ativos, onde pretende encaixar mais de dois mil milhões de euros.

A Endesa vai analisar a compra de ativos da EDP, nomeadamente centrais hidroelétricas. “Vamos analisar o plano de desinvestimentos da EDP à procura de eventuais ativos de produção [elétrica], como hidroelétricas em Portugal, que se podem encaixar na nossa posição estratégica”, disse o presidente executivo da Endesa, José Bogas, numa reunião com analistas durante a apresentação dos resultados trimestrais.

A empresa liderada por António Mexia revelou, em março deste ano, durante a apresentação do seu plano estratégico que o reforço na energia renovável e venda de ativos é a estratégia da EDP até 2022. Só em Portugal e em Espanha, a empresa pretende encaixar mais de dois mil milhões de euros, nos próximos quatro anos. As contas são simples: a EDP prevê uma geração de recursos financeiros de 12 mil milhões de euros nos próximos quatro anos, ou seja, 2,9 mil milhões de euros por ano, dos quais sete mil milhões serão canalizados para novos investimentos. Cerca de 75% do investimento previsto para os próximos quatro anos será em energias renováveis, sendo os Estados Unidos o principal destino (40%), seguidos pela Europa (35%) e o Brasil (25%). Ao mesmo tempo, a elétrica acredita que irá distribuir três mil milhões de euros em dividendos e usar cerca de dois mil milhões de euros para baixar a dívida até 2022.

Para José Bogas as centrais hidroelétricas da EDP, em Portugal, podem “encaixar estrategicamente” nos planos da Endesa: “Já estamos expostos a este mercado que está integrado com o mercado espanhol”, acrescentando que a empresa está “mais interessada” em ativos de distribuição e renováveis, descartando a compra de centrais de ciclo combinado.

A Endesa é o maior operador de centrais de energia nuclear em Espanha e as declarações do executivo máximo da empresa estarão relacionadas com o acordo promovido pelo Governo espanhol sobre o encerramento escalonado de todas as centrais nucleares espanholas entre 2027 e 2035, o que terá um impacto direto negativo nas contas da elétrica.

A empresa anunciou ontem lucros de 363 milhões de euros durante o primeiro trimestre de 2019, menos 2,4% do que no mesmo período do ano passado.

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