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Santander. Lucro sobe 5,2% para mais de 137 milhões de euros

Santander. Lucro sobe 5,2% para mais de 137 milhões de euros

Sónia Peres Pinto 07/05/2019 19:37

Castro e Almeida garante que se Lei de Bases avançar irá acabar com o mercado do crédito à habitação porque vai levar ao aumento dos spreds.

O lucro do Santander Totta subiu 5,2% para os 137,3 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano face a igual período do ano passado. Um resultado que levou o CEO da instituição financeira a revelar que Portugal é o único país da Europa onde o grupo Santander vê crescer os lucros. “É um grande orgulho para o banco e para o nosso país ter uma filial de um grande banco mundial ter resultados desta qualidade”, disse Pedro Castro e Almeida, na apresentação de resultados. 

A contribuir para este valor esteve o crescimento do produto bancário que subiu 11,5% para 352,6 milhões de euros, “refletindo o crescimento de 1,8% nas comissões, sobretudo nas comissões de crédito, meios de pagamento, fundos e seguros”, disse a instituição financeira. 

Já os custos operacionais subiram 1,9%, “o que se traduziu numa o que se traduziu numa evolução positiva do resultado de exploração (+20,1%) e do rácio de eficiência (-4,1pp)”.

A margem financeira ascendeu a 215,6 milhões de euros, o que corresponde a uma diminuição de 6,7% face a março de 2018, “atribuível principalmente a uma maior pressão concorrencial sobre os preços em simultâneo com uma procura moderada de crédito”, diz o banco.  Na comparação com o trimestre anterior, a margem financeira aumentou 2%. 

Os recursos de clientes totalizaram 40,4 mil milhões de euros, o que equivale a uma subida anual de 9,3%, fruto dos aumentos de 8,9% em depósitos e de 11,9% em recursos fora de balanço. No trimestre, os depósitos aumentaram 2,3%.
O número de clientes particulares de banco principal e o número de clientes digitais registaram crescimentos anuais de 7,1% e 15,9%, respetivamente.

Críticas

Castro e Almeida não tem dúvidas. Se a nova Lei de Bases da Habitação avançar poderá “acabar com o mercado de crédito à habitação em Portugal”. E a explicação é simples: “os spreads vão ficar muitíssimo mais altos e haverá menos crédito”. No entanto, também abre a porta para que a ideia seja acabar com a propriedade privada. 

Em cima da mesa está a possibilidade de haver uma fixação de limites às taxas de juro no âmbito dos contratos de crédito à habitação. Além disso, PCP e Bloco de Esquerda propõem que a entrega da casa extinga o empréstimo para habitação própria.

Pagamento MBWay

Mantendo a tendência do restante setor, o CEO do Santander Totta garantiu que também vai começar a cobrar transações realizadas através do MBWay.  Fica isentos destas comissões os clientes jovens. 

“Queremos privilegiar as transações feitas na aplicação do Santander”, acrescentando que o posicionamento da instituição financeira passará por “diferenciar os que entram na aplicação do Santander e na aplicação do MBWay”. E deu uma explicação: se “for um cliente que trabalhe com o Santander e que tenha uma conta que consideramos minimamente ativa, esse cliente não vai pagar e poderá fazer as transferências que quiser”. 

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