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Europa começa a discutir regras para trotinetes elétricas

Europa começa a discutir regras para trotinetes elétricas

Joana Marques Alves 07/05/2019 12:01

Vários países europeus começam a criar regras para este tipo de transporte.

Se por cá as trotinetes estão a gerar o caos, lá fora o cenário não é diferente. Passeios ocupados, falta de estacionamento, acidentes e ocupação das vias – as principais cidades europeias também estão a sofrer com a epidemia das trotinetes elétricas. Por isso, foram vários os municípios que decidiram começar a trabalhar na regulamentação deste meio de transporte.

Paris foi a primeira cidade europeia a dar as boas-vindas às trotinetes. Quando este meio de transporte invadiu a Cidade-Luz não existia um código da estrada preparado para estes pequenos veículos e para os seus condutores. As primeiras trotinetes que apareceram andavam a 25 km/h – eram demasiado lentas para andar nas estradas, mas demasiado rápidas para circularem nos passeios. Não existindo nenhuma regra, era o salve-se quem puder. Segundo dados divulgados pelo Le Parisien em 2017, os acidentes com trotinetes elétricas fizeram 284 feridos e cinco mortos.

Por isso, a Câmara de Paris decidiu pôr mãos à obra e anunciou que iria regular o uso das trotinetes elétricas. As primeiras medidas anunciadas foram a imposição de multas para quem conduzisse nos passeios, a construção de parques de estacionamento próprios para estes veículos e uma taxa anual para as empresas que fabricam trotinetes. As coimas deverão variar entre os 35 euros por bloqueio das vias e os 135 euros por condução nos passeios. Além disso, as autoridades irão remover todos os veículos mal estacionados.

Na Bélgica, o código da estrada foi atualizado em 2007 já a pensar nestes transportes mais lentos, que foram equiparados às bicicletas e aos peões. Na altura foi imposto às trotinetes um limite de velocidade máxima de 18 km/h, mas o objetivo agora é aumentá-lo para 25 km/h, o mesmo determinado para as bicicletas elétricas.

Em 2017, Bruxelas teve de lidar com a avalanche de trotinetes e bicicletas elétricas deixadas nas ruas pelas empresas de partilha de transporte O-Bike e Gobee. Por isso, foram impostas regras que não permitem a concentração de várias trotinetes no mesmo espaço e obrigam a que os veículos estragados sejam reparados num prazo máximo de 24 horas.

A Alemanha também está a preparar--se para o boom das trotinetes elétricas. Assim, conta implementar uma nova categoria de “veículos elétricos leves”, cujos condutores não são obrigados a usar capacete. Além disso, será imposto um limite máximo de velocidade de 20 km/h e os motores só podem ter 500 watts.

Os nossos vizinhos espanhóis também estão a preparar legislação. Em 2018 ocorreram 273 acidentes, três dos quais com vítimas mortais. Agora, o Governo quer banir as trotinetes dos passeios e impor, como noutros países, um limite de velocidade de 25 km/h. Além disso, Barcelona ameaçou impor coimas a quem circulasse com trotinetes que não estivessem autorizadas.

 

EUA também implementam regras

Nos EUA, cada estado tem as suas regras. No Indianápolis, que tem cerca de 10 mil trotinetes elétricas espalhadas pelas ruas, as autoridades estão a tentar impor um limite máximo de veículos na via pública. Além disso, 10% das trotinetes disponíveis devem estar nas chamadas zonas de acessos.

No Texas, um senador quer que estas scooters sejam banidas dos passeios e que exista um limite mínimo de 16 anos para as utilizar.

Em Los Angeles, a rede de metropolitano está a pensar criar parques de estacionamento próprios para este tipo de veículos junto às principais estações. Já Nova Iorque está a estudar a melhor forma de introduzir legalmente as trotinetes nas suas avenidas. Na altura será implementado um regulamento que deverá estipular não só limites de velocidade e regras básicas de segurança, mas também taxas de circulação.

 

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