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"Se Sá Carneiro não tivesse feito um partido, eu se calhar tinha ido para o PS"

"Se Sá Carneiro não tivesse feito um partido, eu se calhar tinha ido para o PS"

Bruno Gonçalves Jornal i 07/05/2019 08:05

Rui Rio recordou os valores de Francisco Sá Carneiro para criticar António Costa

Rui Rio recordou Sá Carneiro e os seus valores como um exemplo daquilo que Portugal precisa atualmente. Além de elogiar a “coragem” e a “frontalidade” do fundador do PSD, o líder dos sociais-democratas criticou António Costa.

"O que se passou nos últimos dias por parte do Governo foi o contrário disto que o doutor Sá Carneiro valorizava e defendia. Não estou a ver o Dr. Sá Carneiro a ensaiar um golpe de teatro e a demitir-se de primeiro-ministro porque lhe dá jeito para encenar uma tática partidária. Era um homem de Estado", disse Rui Rio, citado pelo Jornal de Notícias, no arranque das comemorações do 45.º aniversário do PSD.

Rio relembrou que Sá Carneiro tinha “frontalidade”,”garra”, “coragem”, características que “o país precisa”.

"Espero que estas características continuem vivas, particularmente numa época na política em que estas mais falta fazem, são mais escassas, logo têm um valor maior, são mais valorizadas", afirmou.

“Faz hoje rigorosamente 45 anos que Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota fizeram uma conferência de imprensa numa sala pequenina em Lisboa [para lançar o partido conhecido como] o partido mais português", disse o líder do PSD, antes de assistir ao filme 'Snu' com Paulo Rangel.

"Sá Carneiro quis pedir a adesão do PPD à Internacional Socialista, onde estavam os partidos social-democratas, mas não entrámos porque PS já lá estava e proibiu. Então, o PSD era o partido mais português porque não dependia de ninguém lá fora. Reforçámos a identidade nacional à custa do que o PS fez", afirmou, acrescentando ainda que este era "um partido heterogéneo, o partido que representava a classe média e a médias das classes".

Segundo o Jornal de Notícias, Rui Rio considerou que o PSD apresenta “o desgaste de 45 anos” como “todas as instituições apresentam”.

"A opinião dos portugueses sobre os partidos é negativa. Compete-nos a nós alterar isso. É evidente que temos de nos adaptar, temos de adequar o partido ao momento moderno", considerou.

"Já o disse muitas vezes. Eu não entrei para o PPD. Eu entrei para o partido do Dr. Francisco Sá Carneiro. Se todos temos de estar agradecidos a Sá Carneiro, eu tenho de estar duplamente agradecido, porque se o Dr. Sá Carneiro não tivesse feito um partido, eu se calhar tinha ido para o PS e vejam lá o que me tinha acontecido. Fez um partido e livrou-me de semelhante coisa", concluiu.

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