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Sindicato denuncia agressão a trabalhadora de call center

Sindicato denuncia agressão a trabalhadora de call center

Joaquim Gomes Joaquim Gomes 29/04/2019 22:52

O Sindicato dos trabalhadores de Call Center denunciou esta segunda-feira a “agressão a uma trabalhadora de call center, no seu local de trabalho, a Concentrix, em Braga, depois de ter sido despedida pela Randstad” ao longo do processo, com quase um ano de duração, situação que ambas as empresas visadas não comentaram, nem sequer responderam às diversas tentativas de resposta, apesar de contactadas durante o dia nesse mesmo sentido.

Segundo o mesmo sindicato, “o episódio lamentável no qual a trabalhadora foi agredida, física e verbalmente, por um colega, ocorreu no dia 22 de maio de 2018, após reiterados insultos e provocações que já vinham a ser diários em frente de toda a gente, inclusive supervisores a quem a agredida chegou a pedir ajuda para ele, agressor, a deixar em paz”.

“Na ocasião o caso culminou com a trabalhadora a ser agredida estando um supervisor a separá-los, que ouviu e viu tudo, e mais tarde até testemunhou acerca da situação quando questionado pelas chefias sobre o ocorrido, confirmando, já que a empresa tinha toda a informação para apurar o que aconteceu”, considerou o dirigente sindical, Nuno Geraldes.

“A partir daí começou um clima de terror pois a chefe da trabalhadora agredida era namorada do agressor e criou um ambiente hostil à trabalhadora, ostracizando-a, criando uma situação reiterada e sistemática de perseguição e assédio inventando uma narrativa em volta da trabalhadora classificando-a como pessoa conflituosa, o que não poderia estar mais longe da verdade”, diz o comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Call Center.

“Após um curto período nesta situação a trabalhadora foi chamada a uma reunião com a Randstad onde a afastaram mais uma vez do seu posto de trabalho e só depois de afastada é que recebeu uma carta a informar que seria aberto um novo processo disciplinar, sem referir porquê, e que estaria suspensa até à averiguação dos factos”, refere o comunicado.

“Afastaram a trabalhadora do seu posto de trabalho como forma de afetar a sua dignidade e ter um efeito desestabilizador na sua vida, sendo que ao fim de alguns meses e sem qualquer conclusão de processo disciplinar ou nota de culpa, a trabalhadora recebeu uma carta de caducidade de contrato sem qualquer outra explicação, ainda por cima numa linha onde segundo a Concentrix vão contratar mais pessoas”, segundo refere aquele sindicato.

“Embaixador do Emprego”

“Numa reunião connosco Ahmed Aboulezz, representante máximo da Concentrix, em Portugal, que foi nomeado pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, como embaixador para o emprego, apesar da empresa da qual é responsável ser conhecida por grande rotatividade e trabalho precário estando neste momento a fazer despedimentos, reiterou a decisão comunicada por André Oliveira da Randstad”, segundo afirma o STCC.

 “O STCC considera intolerável a forma como todo este caso foi gerido bem como a forma como a Randstad e a Concentrix lidaram com as situações de violência sobre uma trabalhadora no local de trabalho e usará de todos os meios ao seu dispor para que esta injustiça seja revertida e aqueles que de alguma forma compactuam com estas situações que encobrem com este despedimento sejam punidos”, segundo se refere no comunicado.

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