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Pilotos “piratas” desafiaram GNR, que não apareceu

Pilotos “piratas” desafiaram GNR, que não apareceu

Joaquim Gomes Joaquim Gomes 29/04/2019 08:08

Um grupo de pilotos considerados “piratas” desafiou este domingo as autoridades, com a circulação durante o dia, na Pista de Guilhabreu, em Vila do Conde, um dia depois da megaoperação da GNR. Só que, desta vez, a Guarda Nacional Republicana não apareceu.

A GNR desencadeou sábado uma megaoperação que culminou com a interrupção da primeira jornada oficial do Campeonato de Portugal de Drift, alegadamente porque a Pista de Guilhabreu não terá ainda uma licença de ruído, havendo queixas sobre barulhos, especialmente durante a noite, sempre por causa das corridas “pirata”, e não das provas oficiais, já que estas se disputam durante o dia. No sábado, os pilotos, as equipas e público da prova federada foram obrigados a abandonar o recinto, face à operação da Guarda Nacional Republicana, não se tendo realizado, assim, esta prova oficial. No entanto, as provas “piratas” continuam, todos os dias, constituindo um desafio às autoridades.

Segundo constatou o SOL no local, durante a tarde deste domingo, aproveitando assim a ausência do campeonato oficial de drift, dezenas de pilotos conhecidos como “piratas”, por não terem qualquer tipo de licenças, passaram todo o dia na Pista de Guilhabreu, tendo assim desafiado as autoridades, mas de forma inglória, já que afinal a GNR não apareceu.

As corridas “piratas”, mais procuradas precisamente por serem todas feitas à margem da lei, têm vindo a decorrer não só durante o dia, como de madrugada, provocando barulheira nas imediações, o que levou às diversas queixas apresentadas na GNR de Vila de Conde.

CAM lamenta operação da GNR

Entretanto, face à operação da GNR, o Clube Automóvel do Minho (CAM), na qualidade de promotor do Campeonato de Portugal de Drift, emitiu um comunicado, onde lamenta a operação da Guarda Nacional Republicana, afirmando-se até “surpreendido” pela ação.

O CAM referiu, em comunicado, “ter sido informado pelo detentor do espaço” que a pista “reunia as condições necessárias para a prova se poder realizar, à semelhança da edição do ano anterior, que decorreu sem qualquer tipo de incidentes, referindo-se “surpreendido pela presença da GNR, em número e meios de intervenção desajustados face à realidade do Campeonato Nacional que está devidamente autorizado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting” (FPAK), afirmando que por isso irá agora tomar uma posição.

“Toda a documentação desportiva solicitada ao Clube Automóvel do Minho pelos agentes da autoridade foi entregue e estava em conformidade, mas ao invés esses mesmos agentes não mostraram qualquer documento que comprovasse e suportasse uma intervenção de tal natureza, ainda que tenha sido solicitada pelo nosso advogado no local”, refere o CAM.

“Assim, desta forma, vimo-nos forçados a interromper e posteriormente, a anular o evento sob ameaça de uma tomada de força por parte das autoridades presentes”, afirma o Clube Automóvel do Minho, acrescentando igualmente que “após a análise de todo o sucedido, o CAM, em conjunto com o seu Departamento Jurídico, irá tomar as medidas que ache necessárias para melhor defender os interesses do drift  e de todos os seus intervenientes”, agradecendo “a compreensão demonstrada por todos”, os pilotos, as equipas e o público.

O Campeonato de Portugal de Drift é federado e o seu promotor é já pelo segundo ano consecutivo o Clube Automóvel do Minho, por incumbência da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), devido ao interesse que a modalidade desperta cada vez mais entre o público, depois de ter sido criada no Japão, tendo sido apoiada pela FIA.

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