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Comemorações 25 de abril. Ex-assessor do PS “triste” com Ferro Rodrigues

Comemorações 25 de abril. Ex-assessor do PS “triste” com Ferro Rodrigues

Jornal i 25/04/2019 09:24

António Colaço lamenta que a sua chaimite não tenha ficado num lugar nobre. “Assumo a minha tristeza”, diz.  

António Colaço, artista plástico e ex-assessor do grupo parlamentar do PS, trabalhou durante mais de um mês na chaimite que agora está em exposição junto ao edifício novo da Assembleia da República.

O objetivo do ex-assessor do PS é homenagear o 25 de Abril e os militares que fizeram a revolução, entre os quais esteve há 45 anos na ocupação da RTP, mas confessa a sua frustração por não ter conseguido colocar a chaimite num lugar nobre. 

“Era um sonho antigo e custou-me não conseguir colocá-la em frente da Assembleia da República. No máximo roubaria um ou dois lugares de estacionamento aos ministros e não perturbava as cerimónias”, diz ao i António Colaço. O artista plástico não esconde, por isso, a insatisfação com o presidente do Parlamento, Ferro Rodrigues. “Dói-me que um ícone do 25 de Abril não possa ficar num lugar nobre e sou obrigado a concluir que um ícone do 25 de Abril perturba as comemorações do 25 de Abril. Isto não passa pela cabeça de ninguém e assumo a minha tristeza por a chaimite estar naquele local”, diz António Colaço.

As explicações do parlamento 

Confrontado com as críticas do autor da exposição, o gabinete do secretário-geral da Assembleia da República esclarece que “o pedido de exposição formulado por António Colaço foi, como é regulamentar, submetido ao parecer do Grupo de Trabalho para os Assuntos Culturais (GTAC) da Assembleia da República” e, na informação elaborada pelos serviços, “houve anuência às propostas feitas pelo expositor, com exceção da relativa à colocação da chaimite na parte fronteira do Palácio, por colidir com o conjunto de meios a instalar para as cerimónias oficiais do 25 de abril”.

António Colaço tinha esta ideia há alguns anos e conseguiu concretizá-la quando o Exército disponibilizou material que estava para abate. “Era um sonho antigo”, diz Colaço, que descreve o trabalho que realizou na chaimite (ver fotografia em baixo) como “uma espécie de transfiguração da escrita”. A exposição do ex-assessor do PS na Assembleia da República inclui também seis trabalhos elaborados com material carbonizado da horta da casa que tem em Mação, numa homenagem aos pequenos proprietários do concelho que tiveram sérios prejuízos nos incêndios de 2017.

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