26/6/19
 
 
Eleições. Como é que os partidos vão gastar o dinheiro na campanha

Eleições. Como é que os partidos vão gastar o dinheiro na campanha

Sara Matos Luís Claro 24/04/2019 15:08

Partidos preveem gastar mais de 970 mil euros em cartazes e quase 300 mil em brindes. Os socialistas apresentam o orçamento mais elevado, mas a grande surpresa é a coligação liderada por André Ventura.

Os partidos estimam gastar 4,9 milhões de euros na campanha eleitoral das eleições europeias de 26 de maio. Os socialistas apresentam o orçamento mais elevado, mas a grande surpresa é a coligação liderada por André Ventura que prevê gastar mais do que o CDS e a Aliança e quase o mesmo do que o Bloco de Esquerda. Contas feitas, os partidos tencionam, por exemplo, gastar em cartazes mais de 970 mil euros e em brindes quase 300 mil euros.

O PS é o partido que apresenta o orçamento de campanha mais elevado. Os socialistas preveem gastar mais de 1,2 milhões de euros. Uma boa parte deste dinheiro é destinado a comícios com uma verba de 400 mil euros. O orçamento do PS prevê também um gasto de 250 mil euros com agências de comunicação e estudos de mercado, 190 mil com cartazes e 110 mil euros em brindes.

O PSD prevê gastar 890 mil euros. A maior fatia, no valor de 275 mil euros, é destinada a “propaganda, comunicação impressa e digital”. O partido de Rui Rio é mais modesto do que os socialistas nos gastos com comícios e outras ações de campanha. 200 mil euros são destinados a comícios e espetáculos, 170 mil a cartazes e 40 mil euros serão aplicados em brindes. Em agências de comunicação prevê gastar apenas 20 mil euros.

O PCP prevê gastar quase o mesmo que os social-democratas, ou seja, 850 mil euros. É dos poucos partidos que não vai gastar um tostão em agências de comunicação. Os gastos previstos são essencialmente com propaganda (250 mil euros) e comícios e espetáculos (125 mil euros).

A seguir aparece o Bloco de Esquerda e a coligação Basta!. Os bloquistas tencionam gastar mais de meio milhão de euros e André Ventura apresenta um orçamento com 500 mil euros.

Ventura gasta meio milhão A coligação Basta!, que une André Ventura, o PPM e o Partido Pró-Vida, apresenta um orçamento de 500 mil euros. Mais do que partidos como o CDS ou a Aliança de Santana Lopes. Quase 200 mil euros são justificados com comícios e espetáculos. O restante é destinado a cartazes (100 mil euros), agências de comunicação e estudos de mercado (150 mil euros), custos operacionais (30 mil euros), propaganda (10 mil euros) e brindes (10 mil euros). Ao i, André Ventura garante que o orçamento foi feito com a convicção de que “há muita gente que quer ajudar a coligação e auxiliar a campanha”. O ex-autarca do PSD lamenta as dúvidas que têm surgido sobre a origem do financiamento. “Acho miserável as suspeitas que estão a ser lançadas de que a coligação tem financiamento de movimentos de outros países. Não há um cêntimo de financiamento que não cumpra as regras”.

PTP só tem mil euros Mais pequenos são os orçamentos do CDS, Aliança e PAN. Nenhum atinge os 500 mil euros. O partido liderado por Assunção Cristas tenciona gastar 312 mil euros. A maior fatia é justificada com custos operacionais (100 mil euros), mas também tenciona gastar mais de 100 mil euros em cartazes e comícios. A Aliança aponta para gastos ligeiramente superiores aos do CDS. Santana Lopes apresentou um orçamento de 350 mil euros e a maior fatia destes gastos é com cartazes e brindes. O PAN prevê gastar pouco mais de 78 mil euros e boa parte do dinheiro é justificado com custos administrativos e operacionais.

O Partido Trabalhista Português (PTP) é o que prevê gastar menos dinheiro na campanha eleitoral e apresenta um orçamento de apenas mil euros. Quase metade deste dinheiro destina-se a fazer propaganda com cartazes.

Cartazes e brindes Nenhum partido abdica dos tradicionais cartazes para passar as suas mensagens nesta campanha. Tudo somado, os 17 partidos e coligações que se apresentam nestas eleições tencionam gastar mais de 970 mil euros em cartazes. Nas últimas presidenciais, em 2016, Marcelo Rebelo de Sousa fez a diferença ao dispensar os cartazes na campanha, mas os partidos não seguiram o exemplo do agora Presidente da República. Já em brindes, os partidos que concorrem a estas eleições vão gastar quase 300 mil euros. O Movimento Alternativa Socialista (MAS) e o MRPP não têm qualquer verba prevista para brindes e outras ofertas, de acordo com os orçamentos entregues à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.

“O que eles desejam destas eleições europeias é enfraquecer o Governo do PS e impedir que se prossiga o cumprimento do programa. Eles sabem bem que uma grande vitória em outubro começa agora com uma grande vitória já no próximo dia 26 de maio”

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×