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Paulo Morais quer entidade para supervisionar eurodeputados

Paulo Morais quer entidade para supervisionar eurodeputados

Mafalda Gomes 22/04/2019 12:07

Candidato às Europeias pelo partido Nós, Cidadãos! assinou já um compromisso com a Transparency International onde se compromete a não fazer lóbi e a lutar por uma entidade que fiscalize os parlamentares caso seja eleito eurodeputado.

Paulo Morais, candidato do partido Nós, Cidadãos! às eleições Europeias já assinou um compromisso de defesa e de integridade com a organização Transparência Internacional. Ao i, Paulo Morais, que foi candidato presidencial em 2016 e é presidente da Frente Cívica, explicou o que um dos objetivos é a criação de uma entidade independente que supervisione a atividade dos parlamentares em Bruxelas. 

“Mesmo que o Parlamento Europeu não o fizesse eu tentaria criar a nível extra parlamento uma entidade deste tipo”, explica, dando como exemplo o caso do Reino Unido.

Paulo Morais candidatou-se pelo partido Nós, Cidadãos! depois de o Tribunal Constitucional ter rejeitado uma coligação deste movimento com o Movimento Partido da Terra (MPT) que daria pelo nome de Força Cívica.

“Tinha 24h para decidir só três hipóteses: ir como independente, ir pelo MPT ou ir com a Marca Nós, Cidadãos! e foi esta que acabámos por tomar numa reunião entre mim e os presidentes dos dois partidos”, afirma ao i, recordando que apesar de ir por um dos partidos o número dois da lista é o presidente do MPT, José Inácio Faria. Ou seja, na prática a coligação manteve-se, mas usa-se apenas a marca de um dos partidos. Neste momento a liderança do MPT é reclamada por duas pessoas, José Inácio Faria, atual eurodeputado e numero dois da lista de Paulo Morais, e Luís Vicente.

Os compromissos assinados por Paulo Morais “A Transparency International a que estive ligado desde sempre, tendo sido alias da direção durante dois mandatos em Portugal, tem sede em Berlim.Foi, no entanto, a sua delegação em Bruxelas que propôs aos candidatos que subscrevessem um compromisso”, começa por esclarecer ao i o candidato, adiantando que em causa estão sobretudo três pontos: “Ser totalmente transparente durante o exercício do mandato, nomeadamente ao nível dos contactos com empresas, lobistas”, um compromisso que garante assumir assumo obviamente esse compromisso. 

Em segundo lugar a Transparência Internacional quer ver garantido que depois do mandato não será feito lobby por um qualquer eurodeputado com nenhuma das entidades com que tenha tido contacto durante o período em que esteve no parlamento. Sobre este ponto o candidato do Nós, Cidadãos! diz não ter tido reticências: “Esse eu assumo claramente, porque jamais farei lóbi junto de quem for, nem pelos que contactar, nem pelos que não contactar”. 

Em terceiro lugar surge a necessidade de criar uma entidade independente que supervisione os deputados. E é aí que Paulo Morais diz que poderá ter “um papel mais marcante”: Trata-se de “lutar e pugnar pela criação de uma entidade independente que supervisione a transparência da atividade dos eurodeputados. O que eu defendo é mais ou menos algo como existe no Reino Unido, comissões de ética, que supervisionam as atividades dos parlamentares e que são constituídas não apenas por elementos do parlamento, mas por elementos da sociedade civil que sejam claramente identificadas como defensores da transparências”.

Os candidatos dos restantes partidos ainda poderão assinar este compromisso, sendo que o mesmo foi endereçado pela organização internacional a todos.

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