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Seguro automóvel. Quer gastar menos? Siga estes conselhos

Seguro automóvel. Quer gastar menos? Siga estes conselhos

Dreamstime Sónia Peres Pinto 15/04/2019 14:43

Pagar apenas as coberturas de que precisa poderá fazer diferença, mas conte com penalizações consoante a idade do condutor e a cidade onde vive.

Poupar no seguro automóvel não é fácil. A oferta é alargada e há preços para todos os gostos. Mas antes de decidir o que lhe parece adequar-se mais à sua carteira, deve escolher a modalidade que prefere - seguro obrigatório ou de danos próprios - e ter em consideração alguns critérios que condicionam o preço: além do modelo, do ano e da cilindrada do carro, há também a idade do condutor, os anos de carta e a localidade onde vive. Isto porque há questões que não é possível contornar: se vive na cidade, então prepare-se para pagar mais, já que a seguradora entende que o nível de risco é mais elevado (ver coluna ao lado). 

Mas há mais cálculos que deve fazer na hora de desenhar a apólice certa para o seu veículo. Por exemplo, quem vive ou viaja regularmente para locais sujeitos a inundações é recomendável ponderar a contratação da cobertura de fenómenos naturais. Esta inclui não só os danos provocados por cheias, mas também os eventuais efeitos de tornados ou outras intempéries reconhecidas pelas entidades meteorológicas oficiais.

No entanto, os cuidados não devem ficar por aqui. Pode ainda proteger o veículo em caso de quebra isolada de vidros, que garante a substituição de vidros danificados em situações que não resultem de acidente (uma pedra que salta, por exemplo). Há ainda outras coberturas que pode subscrever consoante as suas necessidades particulares: vandalismo, veículo de substituição, perda total (para grandes sinistros) são apenas alguns exemplos.

Seja qual for a sua opção, há sempre uma regra de ouro que deve seguir: inclua na apólice coberturas de que efetivamente possa vir a precisar, para que não pesem demasiado no seu orçamento.

Se não quiser ou não puder suportar uma proteção completa para o veículo, pode optar exclusivamente pela subscrição do seguro obrigatório. Este cobre apenas a responsabilidade civil perante terceiros em acidentes de que venha a ser considerado culpado, além de incluir assistência em viagem e proteção jurídica.

Com esta modalidade estão cobertos prejuízos que possa vir a provocar a outros “até 1 milhão de euros para danos materiais e 5 milhões de euros para lesões corporais”, refere a Associação de Defesa do Consumidor (DECO). Se não quiser correr riscos e puder pagar um pouco mais todos os anos, é possível subir os limites da cobertura até 50 milhões de euros.

Controlo de despesas Como não pode mudar o valor comercial do veículo que conduz e nem todos os portugueses podem morar no interior do país - onde o risco de sinistralidade é mais baixo -, o ideal é controlar outros fatores que também influenciam o preço do seguro. É o caso da franquia, contratada no momento da subscrição, que corresponde a um valor absoluto ou a uma percentagem do capital seguro que ficará a cargo do cliente em caso de acidente.

A responsabilidade civil não tem franquias, mas a maioria das coberturas de danos próprios impõe uma franquia mínima de 2% do capital seguro. Isto significa que para um veículo de 20 mil euros, por exemplo, a seguradora não assume prejuízos até 400 euros. Ou seja, se a reparação for superior a esse montante, pagará o remanescente acima dos 400 euros. 

No entanto, há seguradoras que definem valores mínimos para as franquias, impondo, por exemplo, uma franquia obrigatória de 2% do capital seguro, com um mínimo de 250 euros. E mesmo que a percentagem da franquia corresponda a um valor mais baixo, a seguradora não pagará prejuízos inferiores a 250 euros.

Pode também optar por franquias superiores como contrapartida para uma redução do prémio do seguro, mas tendo sempre em conta que terá de assumir uma parte superior dos prejuízos em caso de acidente. Em algumas seguradoras pode ainda optar pela situação inversa, contratando uma apólice sem franquias mediante o pagamento de um prémio mais caro. É certo que desembolsa mais alguns euros anualmente, mas tem a garantia de que a companhia de seguros suporta todos os prejuízos de um eventual sinistro.

Assistência em viagem Já em relação à assistência em viagem pode, em muitas seguradoras, optar por diferentes modalidades de coberturas e de limites de capital que terão consequências na fatura anual. Não se esqueça de que, se quiser ampliar o nível de assistência, terá de pagar mais.

Por outro lado, equipar o carro com um sistema de alarme ou garantir que ele pernoita regularmente em garagem são medidas adicionais de segurança valorizadas pela seguradora. “Permitem baixar o preço do seguro, já que reduzem a exposição do veículo a alguns riscos”, nota a DECO.

Mas os truques para baixar o preço não ficam por aqui. Se optar, por exemplo, pelo pagamento do prémio anual, fracionado ou não, por débito bancário, beneficia ainda de um desconto adicional em grande parte das seguradoras. Normalmente, o pagamento mensal é a opção mais dispendiosa, seguindo-se o pagamento trimestral e semestral.

Analise as vantagens de que pode beneficiar se tiver mais de um veículo na mesma seguradora ou veja se contratar mais do que uma apólice no mesmo segurador, por exemplo o seguro automóvel e o de saúde, haverá uma redução no preço.

Não se esqueça de que os prémios são iguais independentemente do sexo. A diferenciação nos prémios e nas prestações de seguros em função do género está proibida desde 2008.

Saiba como escolher o seguro

O que faz variar a anuidade

•  Características do veículo: o custo da responsabilidade civil depende do tipo de veículo (ligeiro ou de mercadorias), da utilização (particular ou profissional), da cilindrada e do combustível usado

•  Capital seguro: no seguro de danos próprios, o prémio baseia-se ainda no valor comercial do veículo, que diminui ao longo dos anos e varia consoante a tabela de desvalorização da seguradora

•  Idade do condutor: condutores com menos de 25 anos e carta há menos de dois são geralmente penalizados. 

•  Zona de residência: as tarifas são mais elevadas em cidades com mais sinistralidade, como Lisboa e Porto. No entanto, as zonas e o risco variam consoante as seguradoras

•  O local onde o carro pernoita também entra na conta a pagar: parqueamento na rua tem mais custos do que na garagem

Antes de escolher o seguro

•  Faça uma lista das várias seguradoras e pesquise na internet as várias ofertas. Desta forma é possível saber mais em relação aos produtos existentes

•  Faça simulações. Só assim consegue ver qual a modalidade que mais se adequa ao seu caso e à sua carteira

 

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