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PSP investiga assaltantes de congressos

PSP investiga assaltantes de congressos

Helena Garcia Felícia Cabrita 08/04/2019 14:13

O Núcleo de Investigação Criminal da PSP está a investigar o assalto a três auditórios onde se realizavam congressos, na zona da Grande Lisboa. Assaltantes fizeram-se passar por congressistas.

Num intervalo de 24 horas, uma quadrilha descobriu um furo na esfera das novas tecnologias e assaltou três auditórios onde decorriam congressos. O Núcleo de Investigação Criminal da PSP está a investigar.

Dois dos assaltos ocorreram na quinta-feira: um no Hospital da Luz, em Lisboa, e o outro numa fundação também na capital. Num mundo em que blocos e cadernos de apontamentos se transformam cada vez mais em ferramentas inúteis, os ladrões acompanham a passada do progresso e aproveitam oportunidades. 

Tudo começou a meio da manhã de quinta-feira transata. O bando de três elementos, com um plano traçado e com a agenda das palestras científicas da semana na mão, chegou de táxi à Avenida Lusíada, onde se situa a unidade hospitalar, ao lado do Estádio da Luz, por volta das oito horas da manhã. Enquanto dois deles, trajando indumentária a preceito para se confundirem com os congressistas, entram no auditório do hospital, o outro espera o sinal dos parceiros para tratar da fuga na altura certa.

Durante o coffee break, os médicos portugueses, americanos e de outras nacionalidades aí presentes estão distraídos a trocar impressões e os larápios aproveitam a oportunidade: circulando à vontade pelos lugares vazios do auditório, roubam dois computadores e um iPad que os congressistas tinham deixado momentaneamente nas suas pastas e mochilas para irem beber café.

Com a colheita feita, os larápios saem com todo o à-vontade e à vez do auditório e encaminham-se para a saída. Em sincronia, o terceiro elemento do grupo, que os esperava na rua, chama de novo um táxi. Sem utilizar viaturas próprias ou roubadas, o grupo julga não ter deixado rasto.

No dia seguinte, o bando manteve o ritmo noutro seminário em Almada, desta vez no Hospital Garcia de Orta. Mas o trio, criado com a 3.a Revolução Industrial, parece desconhecer todos os cantos e esquinas deste universo. As câmaras de videovigilância do Hospital da Luz captaram os seus rostos, que as autoridades procuram agora identificar. A PSP, junto das centrais de táxi da área, também encontrou os motoristas dos veículos que os transportaram e, constatando o mesmo modus operandi, rapidamente estabeleceu a ligação entre os três assaltos, estando a um clique de deitar a mão aos seus autores.

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