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Em Portugal há menos crimes, mas há alguns que aumentaram e muito

Em Portugal há menos crimes, mas há alguns que aumentaram e muito

Carlos Diogo Santos 31/03/2019 20:05

RASI chama a atenção para aumento da tensão entre grupos extremistas de direita e grupos antifascistas

Tanto os crimes gerais como a criminalidade violenta e grave diminuíram no ano passado em Portugal. Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) há no entanto tipos de crimes que cresceram - alguns de forma expressiva.

Olhando de forma genérica a criminalidade violenta e grave registou um decréscimo de 8,6% face ao ano 2017 - o mesmo será dizer que se passou de 15 303 ocorrências para 13 981. Também à criminalidade geral, assistiu-se a um decréscimo, de 2,6% - em 2017 tinha havido 341 950 registos, sendo que em 2018 o número passou para 333 223.

 Mas se se analisar por tipo de crimes, é possível verificar que alguns subiram, como é o caso dos roubos às residências (mais  6,3%), da extorsão (mais 46,4%), da violação (aumentou 3,2%) e de outros roubos (um aumento de 7,4%). Isto na criminalidade violenta e grave. Na criminalidade geral os crimes que registaram números superiores em 2018 foram os furtos em veículo motorizado (mais 5,1%), a burla informática e nas comunicações (aumentou 20,1%), a condução sem carta (subiu 2,4%), os furtos em edifícios comerciais com arrombamento (aumentaram 4%) e os que não são feitos com recurso a arrombamento nem escalada (aumentaram 7,1%).   

Segundo este relatório, em 2018 “a tensão entre extremistas de direita e grupos antifascistas agravou-se significativamente, por responsabilidade de ambas as partes, gerando um clima potenciador de violência ideologicamente motivada”.

E adianta que “as ações hostis de espionagem representaram uma série ameaça à segurança e aos interesses nacionais, em particular quando visam as estruturas governamentais, o tecido empresarial, as infraestruturas críticas e a capacidade nacional de inovação e desenvolvimento”.

No terrorismo o nível de segurança mantém-se moderado, uma vez que Portugal continua a não ser alvo preferencial “para ação violenta das organizações e dos grupos terroristas”.

Mas são feitos alertas no que respeita ao crime de tráfico de pessoas. No ano passado  foram abertos 94 inquéritos-crime, 34 pessoas, foram constituídas arguidas e 21 foram mesmo detidas.

Outros dados relevantes são o aumento da sinistralidade rodoviária, que subiu quase dois pontos percentuais e aumento do número de armas de fogo apreendidas - 23% mais do que em 2017.

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