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Dia Mundial do Teatro. Comemorar em seis atos
Gulliver

Dia Mundial do Teatro. Comemorar em seis atos

Mariana Madrinha 27/03/2019 14:19

A data foi instaurada pelo Instituto Internacional do Teatro em 1961 e, desde então, multiplicam-se as iniciativas para fazer deste um dia de partilha para quem faz das artes cénicas modo de vida, contando a história dos outros que, afinal, somos todos. Trazemos seis formas de celebrar

Gulliver

Serão poucos os dias para ver o espetáculo infanto-juvenil Gulliver, do encenador e coreógrafo Tiago Cadete, e que estreia precisamente hoje, no dia Mundial do Teatro. Com um forte recurso à projeção em vídeo, que “funcionará como um grande ecrã tátil em palco e que será fundamental para a interatividade do espetáculo”, explica a nota de imprensa, este é um momento para “pensar criativamente o uso das imagens digitais que fazem parte do universo das crianças, abordando temas fundamentais dos dias de hoje como o colonialismo, a migração – o lugar do viajante”. Gulliver estará em palco – e fora dele, como se perceberá no espetáculo – de 27 a 31 de março. O elenco conta com Bernardo de Almeida e Leonor Cabral.

Culturgest

O espetáculo estará em cena no Pequeno Auditório, de 27 de março a 31 de Março. Nos dias 30 e 31, às 16h00, as sessões serão especialmente orientadas para as famílias

 

Os Monólogos da Vagina

A peça que atirou Júlia Pinheiro para o seu primeiro papel como atriz – ao lado de Paula Neves e Joana Pais de Brito – está em cena há já meia dúzia de dias na Teatro Armando Cortez, em Lisboa, onde permanecerá até 2 de junho. O texto de Eve Ensler que se baseou em histórias reais – e onde continuamente são acrescentados monólogos para acompanhar os assuntos atuais, que vão desde a mutilação genital feminina à imagem corporal, passando pelo amor, o nascimento, a menstruação e uma série de assuntos pensados, verbalizados e sentidos no feminino – é aqui encenado por Paulo Sousa Costa. Hoje, à boleia da celebração, foi aberta uma data extra. Num ano tão doloroso como tem sido este em termos de crimes de violência doméstica, o dinheiro da venda dos bilhetes vai reverter para a APAV e a UMAR. Depois do espetáculo, marcado para as 21h30, as atrizes sentam-se para uma conversa com o público.

Teatro Armando Cortez

Hoje há sessão extra às 21h30, e a venda dos bilhetes reverte para a APAV e a UMAR

 

D. Maria II: Teatro e exposição

No Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, a festa espraia-se para lá dos palcos, mas passando inevitavelmente pelos mesmos. Prova disso é a sessão gratuita de Frei Luís de Sousa, de Almeira Garret, aqui encenada por Miguel Loureiro.  Álvaro Correia, Ângelo Torres, Carolina Amaral, Gustavo Salvador Rebelo e João Grosso fazem parte do elenco que hoje subirá ao palco às 19h00 para uma sessão gratuita, sujeita à lotação da tarde. Mas Dia Mundial do Teatro será aqui também sinónimo do arranque da exposição de José Marques, reconhecido fotógrafo de teatro. O lançamento do catálogo José Marques: Fotógrafo em cena, uma edição TNDM II/Bicho-do-Mato, está marcado para as 15h00 e apresentação, segue-se uma visita guiada gratuita, que contará com a presença dos curadores Cláudia Madeira, Filipe Figueiredo e Teresa Mendes Flores, e Tiago Rodrigues, diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II.

Frei Luís de Sousa

A partir das 13h é possível levantar os bilhetes para a peça – no máximo dois por pessoa

 

‘A Antiga Mulher’, para Moçambique

É sob o mote da Tragédia que serão feitas as comemorações da Companhia de Teatro de Braga, e é para uma tragédia real – a devastação deixada pelo Idai – que reverterá a bilheteira. As comemorações já se iniciaram ontem no Theatro Circo com dois espetáculos, apresentados pela Companhia de Teatro de Braga e pela Companhia de Teatro de Almada. Hoje, às 21h30, a Companhia de Teatro de Braga leva ao palco A Antiga Mulher, de Roland Schimmelpfennig, encenada por Tony Cafiero e com André Laires, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Solange Sá e Sílvia Brito. Antes do espetáculo, e tal como acontecerá em Almada, será lida a mensagem do Dia Mundial do Teatro, aqui pelo ator moçambicano Rogério Boane. Para os mais novos, durante o dia, às 11h00 e às 15h00, a Companhia de Teatro de Almada apresenta uma adaptação de O Barbeiro de Sevilha, a mais célebre ópera de Rossini, aqui revisitada pelo olhar de Teresa Gafeira.

Theatro Circo, braga

Os bilhetes das sessões têm o custo de 5€ e reverterão integralmente para o apoio ao povo moçambicano, agilizado através da Cruz Vermelha.

 

Teatro Municipal de Almada

Marcelo Rebelo de Sousa junta-se hoje à Companhia de Teatro de Almada para assinalar as comemorações do Dia Mundial do Teatro. O dia ficará marcado com dois lançamentos: o do quarto catálogo da exposição CTA: 40 anos em Almada e ainda o quinto volume da coleção O Sentido dos Mestres. O livro chama-se Narrativas do corpo e dá conta do curso que Olga Roriz realizou na última edição do Festival de Almada. Mas a festa não se faz sem se subir ao palco e para as 21h00 está marcado o espetáculo Fenda, de Rodrigo Francisco, a história de Catarina, uma mulher aparentemente bafejada pela força e pelo sucesso que, afinal, esconde uma pungente fragilidade emocional. Os bilhetes, gratuitos, são disponibilizados para levantamento na bilheteira do Teatro Municipal Joaquim Benite. Antes das cortinas se abrirem, será ainda lida a Mensagem do Dia Mundial do Teatro, emitida pelo Instituto Internacional do Teatro.

Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada

 

A peça Fenda sobe ao palco às 21h00 e os ingressos podem ser levantados a partir das 18h00 nas bilheteiras do teatro

 

Conhecer a Trindade

O Teatro da Trindade, em Lisboa, já soprou mais de centena e meia de velas e neste dia Mundial do Teatro quer continuar a tradição de oferecer ao público visitas guiadas, para assim mostrar a sua história. Às 14.00, 15.30 e às 17.00 o público vai poder pisar as tábuas do palco e conhecer os bastidores. Paralelamente, o museu vai oferecer bilhetes para as duas peças em cena: Zoom (21h00) e #Emigrantes (21h30). A primeira, da autoria de Donald Margulies e com encenação de Diogo Infante, debruça-se sobre o amor e a guerra, contando a história de uma fotojornalista recém-chegada do Iraque. A interpretação está a cargo de Sandra Faleiro, João Reis, Sara Matos e Virgílio Castelo. Já #Emigrantes, sobre a condição de ser estrangeiro, pode ser vista na Sala Estúdio da Trindade. Foi criada a partir de textos de Al Berto, Fernando Pessoa e Slawomir Mrozek. Dramaturgia e encenação são de Ricardo Boléo e a interpretação de Carlos Vieira e Vítor Silva Costa.

Entrada livre

Os bilhetes para as duas peças em cena são disponibilizados hoje a partir das 12h00. A entrada é sujeita à lotação das salas e, para hoje, o Teatro da Trindade não aceita reservas

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