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TAP com prejuízos de 118 milhões de euros em 2018

TAP com prejuízos de 118 milhões de euros em 2018

Mafalda Gomes Sónia Peres Pinto 22/03/2019 10:57

“O ano de 2018 foi difícil para a TAP quer em termos operacionais, quer em termos económicos e financeiros, mas foi um ano que não comprometeu o nosso futuro", garantiu Miguel Frasquilho.

A TAP apresentou prejuízos de 118 milhões de euros, em 2018. Um valor que contrasta com o lucro de 21 milhões de euros que a companhia aérea alcançou no ano anterior. De acordo com a empresa, destes 118 milhões de perdas cerca de 95 milhões de euros são resultado de custos não extraordinários.

Os preços dos combustíveis, os custos relacionados com reestruturação e indemnização a passageiros ditaram estes resultados.

"São custos que não se devem repetir para a frente e que serviram para resolver problemas históricos da companhia", referiu a empresa, durante a apresentação de resultados.

Uma dessas penalizações diz respeito ao cancelamento de 2490 voos que obrigaram ao aluguer de aviões de substituição com tripulações e ao pagamento de indemnizações a passageiros. Uma medida que custou à TAP cerca de 41 milhões de euros.

Também o gasto com combustível aumentou para 799 milhões de euros, no ano anterior tinha sido de 580 milhões de euros. No entanto, apenas cerca de 50 milhões de euros deste aumento deveu-se ao incremento de volume, já cerca de 169 milhões de euros foram resultado do efeito de aumento de preço. 

Já a receita do grupo passou de 2.978 milhões de euros em 2017 para 3.251 milhões de euros em 2018, traduzindo-se num aumento de 273 milhões de euros, mais 9,1% face ao período homólogo.

“O ano de 2018 foi difícil para a TAP quer em termos operacionais, quer em termos económicos e financeiros, mas foi um ano que não comprometeu o nosso futuro. Um ano que nos permitiu continuar a criar raízes para que o plano estratégico possa ser implementado como previsto”, revelou Miguel Frasquilho, presidente do conselho de administração da TAP.

Já no segmento de manutenção e engenharia, o grupo destaca a venda de serviços de manutenção de motores para terceiros ao passar de 108,8 milhões de euros para 185,1 milhões de euros em 2018.

Entrada em bolsa no próximo ano

A empresa garantiu ainda que estará pronta para avançar com uma IPO (Oferta Pública Inicial), com uma percentagem entre 15% e 30%.

“Estamos preparando a empresa para, a partir do ano que vem, estar preparada para um evento de IPO. Quem define quando o IPO acontece é o mercado”, disse Antonoaldo Neves, que falava aos jornalistas, em Lisboa, após a apresentação de resultados do grupo.

De acordo com o responsável da TAP SGPS, nem sempre o mercado está “com apetite”, por isso, é difícil especular sobre o ‘timing’ do IPO.

Mais 500 pessoas 

O presidente da Comissão Executiva da TAP disse também que o grupo quer contratar, este ano, 500 trabalhadores, abaixo dos 1.000 que estavam nas previsões iniciais, após a aceleração de contratações em 2018.

“São 500 trabalhadores. Tínhamos uma previsão de 1.000, [mas] como nós acelerámos a contratação no final do ano passado, desaceleramos a contratação este ano. A previsão é de 500, mas oxalá sejam mais”, disse Antonoaldo Neves, que falava aos jornalistas, em Lisboa, durante a apresentação de resultados do grupo TAP.

O responsável referiu ainda que, durante este ano, vão ser contratados entre 120 a 130 pilotos, um processo que, de acordo com o responsável, já deveria ter acontecido.

“Só se contratam pilotos após o verão. Vamos ter contratações também em 2020. A empresa agora trabalha de uma forma planeada e antecipada”, afirmou.

Já no ano passado, foi implementado um programa de pré-reformas e de saídas voluntárias no mercado nacional. Os custos associados a esta medida rondaram os 26,9 milhões de euros. Ainda assim, parte desse valor será pago ao longo dos próximos 10 anos. No entanto, este programa vai permitir à empresa reduzir custos de mais de 20 milhões de euros. 

Apostas

De acordo com a empresa, a prioridade da empresa para este ano é melhorar a pontualidade. Essa aposta "levou a investimentos em aviões de reserva, integração de operações/departamentos relacionados, novos processos". 

A par disso, a TAP investiu ainda na renovação da frota com chegada de novos aviões: 37 até ao final de 2019 e 71 até 2025). "Representa um significativo aumento de conforto para passageiro e também poupanças consideráveis de combustível", salienta. 

Face a este cenário de reforço de frota, a empresa tem vindo a anunciar o lançamento de novos destinos e mais frequências. Exemplo disso, foi o lançamento de 17 novas rotas em 2018, com destaque para a América do Norte que continua uma das principais apostas da empresa.

 

 

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