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Ponte 25 de Abril. A primeira visita de Pedro Nuno Santos

Ponte 25 de Abril. A primeira visita de Pedro Nuno Santos

Rita Pereira Carvalho 20/03/2019 20:14

Pedro Nuno Santos fez a sua primeira visita como ministro das Infraestruturas e da Habitação à Ponte 25 de Abril e garantiu que estas obras são prioridade do governo.

As obras na Ponte 25 de Abril foram adiadas algumas vezes, mas no final do ano passado foi de vez e as intervenções estão em curso desde o dia 19 de dezembro do ano passado. Com conclusão prevista para 2020, o investimento tem um valor estimado de 12,6 milhões de euros.

O novo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, visitou esta segunda-feira à noite as obras de reparação e conservação da ponte por onde passam todos os dias cerca de 300 mil pessoas – quer pela estrada, quer de comboio. Pedro Nuno Santos esteve na estrutura ferroviária da ponte e, quando no relógio faltavam dez minutos para as 11 da noite, viu o comboio passar.

É a primeira obra no terreno que visita enquanto ministro e, aos jornalistas presentes na visita, garantiu que os trabalhos na ponte são uma das “grandes prioridades”. Os vários quilómetros da infraestrutura e a especificidade da estrutura obrigam “a um cuidado especial”, referiu o responsável pela pasta das Infraestruturas e da Habitação, avançando que o governo está “a fazer obras de investimento público pelo país muito importantes”.

As obras na ponte que liga Almada a Lisboa têm a duração prevista de 700 dias e o objetivo é também não condicionar o trânsito e a vida dos milhares de utilizadores. António Laranjo, presidente da Infraestruturas de Portugal, adiantou que haverá algumas mudanças de planos: inicialmente estava previsto o corte total das vias em dois fins de semana do mês de maio e do mês de outubro, mas as interrupções totais da circulação “já não serão feitas nessas datas”. Em causa está também a necessidade de a Lusoponte, concessionária da 25 de Abril, precisar também de fazer intervenções com corte total das vias. Por isso, as duas empresas vão articular os respetivos trabalhos e encontrar outros fins de semana, para diminuir o impacto.

Recorde-se que esta intervenção na ponte usada anualmente por cerca de 100 milhões de utilizadores surge na sequência de um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) divulgado no início do ano passado. Esse relatório, solicitado pelo governo, alertava para a necessidade urgente de medidas de intervenção – conservação e reparação – na estrutura, tendo sido detetadas fissuras na zona estrutural da obra.

Em dezembro, no início das obras, o então ministro das Infraestruturas e da Habitação confirmou aos jornalistas a necessidade de se avançar para uma intervenção no imediato, sem esperar por medidas a médio e longo prazo. “Naturalmente, não ficámos à espera desse médio prazo, agimos de imediato e, portanto, logo em março — o relatório do LNEC é de fevereiro — procedemos a todas as autorizações necessárias e lançámos nesse mês o concurso de empreitada”, referiu.

 

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