22/8/19
 
 
Maria Helena Magalhães 20/03/2019
Maria Helena Magalhães

opiniao@newsplex.pt

Antes que seja tarde, acordemos!

São esses jovens que devemos ensinar que nos ensinam a não esquecer que o futuro lhes pertence.

Tivemos um banqueiro, Ricardo Salgado, com o cognome DDT (dono disto tudo), que fez e desfez enquanto reinou e, felizmente, acabou emaranhado na teia da justiça, embora ainda ande por aí à solta, tal a complexidade dos processos em que está constituído arguido. Actualmente, temos um ex-banqueiro, Tomás Correia, que ainda é dono e senhor da mutualista Montepio e que está a candidatar-se ao cognome de ATA (acima toda avaliação), tal a ensurdecedora surdina que rodeia a sua actividade no banco mutualista, comprovadamente irregular, a avaliar pela multa que o Banco de Portugal lhe aplicou, e cujo desfecho não ata nem desata. Das trambiquices do primeiro continuamos todos a pagar a factura, apesar da versão oficial de que não serão os contribuintes a pagar. Pois… como diz o brasileiro, conversa para boi dormir. Das pantominices do segundo, oxalá não nos caia em cima outra bordoada! Posto que o Governo se decidiu a aprovar o diploma – de imediato promulgado pelo PR – de clarificação da supervisão das associações mutualistas, aguardemos que o homem seja definitivamente posto no lugar. E que o Montepio não venha a trazer-nos dano.

É consabido o descrédito que vem esmoendo a classe política, a quem com ou sem justiça se atribuem todos os males, mas os banqueiros, apesar dos pesares, têm conseguido esgueirar-se por entre a chuva de críticas, não obstante termos aqui dois bons exemplos do que não se deve ser. Exemplos nos antípodas

do testemunho que temos de passar aos jovens que herdarão o nosso legado e nos sucederão na governança do mundo; neste caso, do país. Ora, são esses jovens que devemos ensinar que nos ensinam a não esquecer que o futuro lhes pertence. E que exigem o direito a receber um planeta habitável e que a vida com qualidade não lhes seja surripiada. E na passada sexta- -feira, por todo o mundo – manifestações previstas em cerca de 100 países, incluindo Portugal –, fizeram-se ouvir, num protesto concertado, esperando, mais do que ser vistos e ouvidos, ser respeitados! O movimento Youth Strike for Clima (Greve da Juventude pelo Clima) foi iniciado, há vários meses, pela sueca Greta Thunberg, de 16 anos, e foi crescendo mundo afora. Visto como um desafio a governos negligentes e políticas indolentes face às alterações climáticas, este movimento jovem de indignação, mundial e expressivamente manifestada, não pode ser ignorado, antes tido em consideração, mesmo por governantes que teimam, criminosamente, em alhear-se do problema. Veremos o que o futuro nos reserva.

Enquanto gozamos, no presente, o que a mãe natureza ainda nos oferece. Vem isto a propósito da xvi Festa Internacional das Camélias, que no último fim-de-semana decorreu em Celorico de Basto. Vila onde, lamentavelmente, a autarquia mantém encerrada, por tempo indeterminado, a Loja de Turismo local (?!).

Incongruências à parte, Celorico vestiu-se a preceito e engalanou montras, janelas, varandas e a rua principal com camélias de todos os tamanhos, materiais, cores e feitios! Nos jardins públicos e privados há camélias e cameleiras variadas. Cameleiras ancestrais graciosamente esculpidas e flores delicadas, algumas absolutamente invulgares, como é o caso do jardim da Casa do Campo. Um exemplo a reter.

 

Gestora

Escreve quinzenalmente, sem adopção das regras do acordo ortográfico de 1990

 

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