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Real Madrid. De Zidane a Zidane, já pode ser feito o balanço de uma época trágica

Real Madrid. De Zidane a Zidane, já pode ser feito o balanço de uma época trágica

Laura Ramires 11/03/2019 18:07

Passaram cerca de 9 meses desde que o técnico francês renunciou ao comando técnico do emblema espanhol. Zidane volta para ser o terceiro treinador dos merengues nesta época, em que o Real Madrid já está arredado da luta por títulos

Menos de um ano depois de ter saído do comando técnico do Real Madrid, o regresso de Zidane à casa blanca começou a ganhar forma nas últimas semanas e, durante a manhã desta segunda-feira, a imprensa desportiva espanhola já dava como fechado o acordo para resgatar o francês, que segura o estatuto de treinador mais titulado da história merengue. 

Dito e feito. Passava pouco das 17 horas quando o Real Madrid anunciou a contratação do francês, que havia renunciado ao cargo de treinador dos blancos em maio de 2018. O técnico francês assinou até junho de 2022 e começa já esta tarde a orientar o plantel merengue na sessão de treinos.

De notar que nos dois anos e meio que Zidane orientou o Real Madrid, conquistou nove títulos – três Champions, duas Supertaça Europeia, dois Mundial de Clubes, uma Liga espanhola e uma Supertaça espanhola.

No comunciado a anunciar o regresso do francês, o emblema espanhol recorda que a história do Real Madrid e de Zidane, antigo jogador do clube, andaram sempre de “mãos dadas”.

Zidane torna-se desta forma o terceiro treinador dos blancos na presente época.

De Zidane a Zidane Desde o iníco da época 2018/19 que o Real Madrid atravessa um período conturbado. A chegada de o técnico espanhol Julen Lopetegui para o lugar de Zidane nunca convenceu propriamente os merengues, que não desperdiçaram a primeira oportunidade de colocar o ex-selecionador da Roja na porta de saída – à passagem da jornada 10 da Liga espanhola, após, recorde-se, a pesada derrota (5-1) em Camp Nou, diante do Barcelona. Ou seja, depois de dois meses no comando técnico dos blancos, Lopetegui – que até tinha abdicado do Mundial2018, recorde-se, para assumir este projeto – é oficialmente despachado do Real Madrid.

Apesar da imprevisibilidade que a equipa merengue apresentava desde sempre, ainda se acreditava que o Real Madrid estava a tempo de se assumir como principal candidato ao título nas várias competições. 

Foi, aliás, com este pensamento que surgiu Santiago Solari, o argentino que iria assumir interinamente o comando técnico dos homens do Santiago Bernabéu.

Antigo jogador do Real Madrid e à data treinador da equipa B dos blancos, Solari tornava-se uma aposta passageira até a direção presidida por Florentino Pérez encontrar um substituto efetivo para o lugar de Lopetegui. 

E é precisamente por esta altura que se dá um volte-face: o argentino surpreende todos em Madrid ao vencer os quatro primeiros jogos enquanto técnico interino e o presidente dos blancos anuncia-o como treinador efetivo.

Depois de ter estado o tempo máximo permitido pela federação espanhola como treinador interino (duas semanas), Solari passava a ser o rosto de uma nova cara, que, por acaso, até ali só tinha dado motivos para sorrir. 

Eliminação da Champions foi a gota de água Por ironia do destino, ou não, o argentino acabaria por somar a sua primeira derrota enquanto treinador do Real Madrid logo no... primeiro encontro, no reduto do Eibar (3-0), em jogo da Liga espanhola. 

A verdade é que apesar da instabilidade da equipa continuar a ser perceptível aos olhos de todos, a verdadeira crise acabaria por rebentar nas últimas duas semanas –e coincide com a dupla jornada com o Barcelona. 

Ora, vejamos:no dia 27 de fevereiro, o Real Madrid é afastado da Taça do Rei, ao perder por 3-0 (!!) no Santiago Bernabéu, na segunda mão da meia-final da prova, depois de ter alcançado um empate a uma bola em Camp Nou. Como se não bastasse, apenas quatro dias depois, os comandados de Solari voltavam a perder em casa diante da formação blaugrana, desta feita em jogo da Liga espanhola (1-0). 

Atualmente a 12 pontos do líder Barcelona, o Real Madrid fecha o pódio do campeonato do país vizinho e o título é já uma miragem.

Como tal, os merengues não tinham outra opção se não agarrarem-se ao troféu do costume: a Liga dos Campeões, prova que conquistaram nos últimos três anos.

Porém, nem este sonho havia de durar muito mais tempo. Depois de ter vencido o Ajax, na Holanda, por 2-1, o Real Madrid caiu com estrondo na capital espanhola ao ser atropelado pelos visitantes, que carimbaram a passagem para os quartos-de-final da prova após um triunfo por 4-1 no Bernabéu – a pior derrota caseira da história dos blancos na prova milionária.

De notar, todavia, que já na era Solari os alarmes tinham disparado durante a fase de grupos da competição, quando o CSKA Moscovo venceu, também em Madrid, o Real por 3-0. Por essa altura, valeu o facto de a derrota não ter impedido o atual tricampeão europeu de seguir para os oitavos-de-final.

O percurso na prova, todavia, acabaria por chegar ao fim pouco depois, confirmando a temporada trágica para o emblema espanhol, que ficou neste início de março arredado da luta por um troféu na presente época.

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